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Moçambique já trocou quase 480 milhões de euros em dívida que vencia este ano

Moçambique já trocou quase 480 milhões de euros em dívida que vencia este ano

Moçambique trocou este ano 35.938 milhões de meticais (479,8 milhões de euros) em Obrigações do Tesouro (OT) que venciam em 2026, em cinco leilões realizados nos primeiros seis meses, segundo dados oficiais.
A mais recente destas operações, OT-2026-S5, aconteceu em 23 de junho e envolveu a troca de mais 779,4 milhões de meticais (10,4 milhões de euros), segundo dados da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).
Estes leilões têm permitido ao Estado moçambicano trocar dívida que vencia este ano por nova dívida, com maturidade até cinco anos, pagando juros de pouco mais de 13%.
Moçambique prevê 18 emissões de Obrigações do Tesouro em 2026, totalizando 34,2 mil milhões de meticais (456,6 milhões de euros), e nove operações de troca de emissões que vencem este ano, no montante de 45,7 mil milhões de meticais (610 milhões de euros).
De acordo com um diploma do Ministério das Finanças, noticiado anteriormente pela Lusa, as emissões de “Obrigações do Tesouro – 2026” serão feitas através da BVM.
“Ao abrigo do presente diploma, o emitente poderá executar operações neutras, ou seja, de gestão do seu passivo em Obrigações do Tesouro por via de leilões de troca ou transações de recompra, sem acarretar o desgaste do limite de emissões fixado, sem prejuízo do Calendário de Emissões”, lê-se.
O documento acrescenta que, “para permitir flexibilidade na gestão da carteira das OT, poderão ser introduzidos leilões de reabertura, sem prejuízo do Calendário de Emissões” definido.
Já no calendário de leilões de troca de “Obrigações do Tesouro 2026” incluem-se quatro emissões de 2021, quatro de 2022 e uma de 2023, todas com vencimento previsto para este ano.
A ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, afirmou em 29 de outubro que a sustentabilidade da dívida pública é “um dos maiores desafios” da economia moçambicana, estando em curso “reformas” para a sua gestão sustentável.
O Governo moçambicano contratou a norte-americana Alvarez & Marsal para “apoiar na elaboração do plano de reestruturação da dívida pública” e para “prestar apoio na elaboração da Estratégia da Dívida Pública 2026-2029”.

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