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Visa associa-se a 30 bancos europeus para massificar compras geridas por assistentes de IA

Visa associa-se a 30 bancos europeus para massificar compras geridas por assistentes de IA

A multinacional tecnológica Visa anunciou ontem, em Paris, o arranque das primeiras transações de “comércio agêntico” em ambiente real na Europa, permitindo que assistentes de Inteligência Artificial (IA) façam compras diretamente em plataformas digitais em nome dos utilizadores.
De acordo com o comunicado emitido durante o Visa Payments Forum (VPF) — evento que reúne na capital francesa mais de 2.000 clientes e parceiros do setor —, a iniciativa supera a fase anterior de testes laboratoriais e passa a operar diretamente em ecossistemas comerciais abertos.
Na prática, os agentes de IA passam a ter autonomia para pesquisar produtos, selecionar artigos e efetuar o pagamento junto de comerciantes independentes, atuando sob instruções prévias e parâmetros estritos definidos pelo consumidor.
A empresa esclareceu que o modelo funciona através do sistema Visa Intelligent Commerce. A rede assegura a interoperabilidade entre os bancos, os retalhistas e os sistemas de IA, garantindo que as operações cumprem os requisitos regulamentares europeus e exigem sempre a autorização explícita do titular do cartão.
Para a implementação desta fase, a Visa estabeleceu parcerias com mais de 30 bancos emissores europeus. O projeto envolve já marcas internacionais de setores como o turismo, retalho e comércio eletrónico, incluindo a agência de viagens ‘online’ lastminute.com, o grupo Frasers, a plataforma Cleverbridge e a retalhista BrickDepot.
Esta operação marca o início da expansão europeia do programa global “Agentic Ready”, desenhado para padronizar as regras de segurança e a infraestrutura tecnológica necessárias para massificar as transações delegadas em sistemas autónomos.
“Estamos a assistir aos primeiros agentes de IA a realizar compras em nome dos consumidores diretamente junto de comerciantes”, apontou a vice-presidente sénior e gestora regional da Visa para a Europa do Sul, Bea Larregle, citada na nota.
A responsável sublinhou que o desafio imediato do setor assenta em “escalar esta capacidade e garantir que os consumidores lhe atribuem o mesmo nível de confiança que depositam hoje em qualquer pagamento Visa”.
Para Bea Larregle, este processo de transição digital exigirá uma “colaboração de todo o ecossistema”, à semelhança do modelo que determinou a introdução generalizada da tecnologia sem contacto (‘contactless’).

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