Carneiro diz que “todos atiram pedras ao PS” porque partido “está no caminho certo”
O secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, defendeu hoje que, depois de o PS ter sido visto como “condenado a desaparecer”, atualmente todos lhe “atiram pedras”, considerando que isso prova que o seu partido está “no caminho certo”.
“O PS, há um ano e meio, foi visto como uma força política que estava condenada a desaparecer. O que é certo é que hoje todos atiram pedras ao PS”, disse o líder socialista aos jornalistas à entrada para o congresso federativo da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, em Lisboa.
Carneiro tinha sido questionado sobre as críticas que se ouviram ao seu partido no congresso do Livre, que considerou “legítimas e democráticas”, preferindo referir-se à última reunião magna do PSD.
“Porque é que todos atiram pedras ao Partido Socialista? Houve mesmo um partido que fez um congresso, que do princípio ao fim o dedicou não a falar da esperança para o futuro do país, mas a atacar o Partido Socialista. Por alguma razão há de ser”, considerou.
Depois, já do púlpito e durante o seu discurso perante os congressistas, o secretário-geral do PS voltou a esta ideia.
“Quando há alguns dias vi o congresso do partido que hoje suporta o Governo a dedicar todas as horas do seu trabalho político a atacar o PS e a atacar o secretário-geral do PS, eu disse para mim: ‘esta é a prova de que estamos no caminho certo para afirmarmos uma alternativa e para servir Portugal’”, concluiu.
Para Carneiro, o PS é a “alternativa credível a este Governo” liderado por Luís Montenegro, que acusou de ter falhado “em todas as áreas, em todos os setores, a todas as promessas, a todos os compromissos que assumiu com os portugueses nas últimas eleições legislativas”.
O líder socialista insistiu numa ideia que vem das recentes jornadas parlamentares do partido.
“Nós não temos pressa, mas não podemos perder tempo na construção dessa alternativa”, pediu.
Por isso, Carneiro não quer apresentar neste momento todas as “propostas como se fosse já um programa de Governo”, mas quer ter preparadas “as linhas mestras”.
“E é para essas linhas mestras desse programa de Governo que eu vos convoco a todas e a todos”, pediu.
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