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“Queremos contratar 1.000 pessoas nos próximos cinco anos“, anuncia Paulo Macedo

“Queremos contratar 1.000 pessoas nos próximos cinco anos“, anuncia Paulo Macedo

Paulo Moita de Macedo, CEO, da CGD, anunciou no Encontro Fora da Caixa, que o banco quer contratar 1.000 pessoas nos próximo cinco anos. “Queremos contratar 1.000 pessoas nos próximos cinco anos“, disse o presidente executivo que destacou que o banco quer acelerar a aposta na Inteligência Artificial para responder aos desafios do futuro.
No “Encontro Fora da Caixa”, em Lisboa, o líder do banco público destacou a Inteligência Artificial e a captação de talento como pilares estratégicos. Instituição investiu mais de 51 milhões de euros em I&D em 2025.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) revelou assim uma estratégia ambiciosa focada no talento e na transformação tecnológica para os próximos anos.
Tecnologia e Talento: Resposta aos desafios globais
Durante o “Encontro Fora da Caixa”, realizado em Lisboa, foram apresentados os principais desafios que o setor bancário e a CGD enfrentam a curto e médio prazo. Entre as ameaças e oportunidades listadas, contam-se a cibersegurança, a hiperpersonalização dos serviços, a entrada de novos concorrentes, o impacto do Shadow Banking (entidades não reguladas), as alterações geopolíticas e a necessidade de inclusão financeira.
Para mitigar estes riscos e garantir a criação de valor sustentado, a resposta do banco foca-se em duas grandes vertentes: Talento e Tecnologia.
“Queremos contratar 1.000 pessoas nos próximos 5 anos”, destaca uma das metas partilhadas na apresentação do líder do banco, que aponta o investimento tecnológico e a criação de uma “Fábrica de Talentos” como cruciais para robustecer a operação da Caixa.
Os dados apresentados comprovam que o banco já está a colher frutos da transição digital. Atualmente, cerca de 1.340 colaboradores da CGD já utilizam ferramentas avançadas de desenvolvimento e produtividade tecnológica (como o Copilot, GitHub e Midjourney), anunciou.
O esforço de capacitação interna traduziu-se em mais de 15 mil horas de formação focadas especificamente em temas de Inteligência Artificial. Os resultados mostram uma forte adesão interna, já que 91% dos colaboradores receberam formação sobre o uso responsável  IA; e 80% dos colaboradores indicam que as ferramentas de IA disponibilizadas pela Caixa poupam, pelo menos, uma hora de trabalho por semana.
Paulo Macedo diz que este salto tecnológico é sustentado por um forte investimento financeiro. Em 2025, a despesa da CGD em Investigação e Desenvolvimento (I&D) ascendeu aos 51,5 milhões de euros, colocando o banco público no 7.º lugar do ranking nacional de investimento em I&D, numa lista liderada por gigantes como a NOS (111,6 milhões) e o Grupo EDP (80,3 milhões).
Produtividade e o “Efeito de Escala” em Portugal
A apresentação do CEO da CGD trouxe também uma reflexão macroeconómica sobre a produtividade do país. Recorrendo a uma análise comparativa, foi apontado que “se Portugal tivesse mais 8 empresas como as atuais líderes, teria um crescimento de produtividade idêntico aos Estados Unidos da América.”
O diagnóstico global aponta para um cenário envolvente marcado por quatro eixos de instabilidade: política, financeira, económica e social. Perante este enquadramento desafiante, a instituição reafirma o seu posicionamento no mercado português: “A Caixa é sustentável, de confiança e está em transformação”, segundo a apresentação do CEO que sublinha que o banco compromete-se “a manter uma orientação focada na satisfação do cliente através de uma postura “mais segura, credível e ambiciosa”.

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