Sueca Ericsson reduz lucros em 43% no primeiro semestre
O fabricante sueco de equipamentos de telecomunicações Ericsson registou um lucro líquido atribuído de 4933 milhões de coroas suecas (446 milhões de euros) no primeiro semestre de 2026, o que representa uma queda de 43,4% face ao mesmo período do ano anterior, segundo informou a empresa.
O resultado reflete o impacto de 4369 milhões de coroas (395 milhões de euros) em custos de reestruturação, face aos 937 milhões de coroas registados na primeira metade de 2025.
As vendas líquidas do grupo escandinavo recuaram 8,2% entre janeiro e junho, situando-se em 102 022 milhões de coroas (9234 milhões de euros). Por divisões, a área de redes reduziu as suas receitas 7,6%, para 65 984 milhões de coroas, enquanto a faturação de serviços na nuvem e software desceu 3% e o negócio empresarial caiu 25%.
Por áreas geográficas, as vendas da Ericsson nas Américas reduziram-se 12% durante o semestre, devido ao menor investimento dos operadores norte-americanos após o desdobramento inicial da tecnologia 5G. Na região da Europa, Médio Oriente e África (EMEA), a faturação manteve-se estável em 30 559 milhões de coroas, enquanto no Sul da Ásia, Oceânia e Índia caiu 3% e no Nordeste da Ásia diminuiu 2%.
De acordo com o jornal espanhol, Cinco Días, as ações da Ericsson na bolsa de Estocolmo reagiram à publicação das contas com quedas que atingiram 10,3% nos primeiros minutos de negociação, moderando posteriormente o recuo para cerca de 7%.
A desaceleração do investimento em infraestruturas 5G por parte de grandes operadores como a Telefónica, a Vodafone ou a Deutsche Telekom, somada à concorrência com o setor da inteligência artificial pelo acesso a chips essenciais, marca o fecho da gestão de Börje Ekholm. O executivo será substituído a 1 de outubro por Per Narvinger, atual responsável do negócio de Redes.
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