Airbus, Thales e Leonardo querem fechar acordo para nova empresa espacial até dezembro
A Airbus, a Thales e a Leonardo preveem concluir o acordo vinculativo para criar a sua nova empresa espacial conjunta antes de dezembro.
Segundo o jornal “El Economista”, as autoridades europeias estão atualmente a analisar a fusão, temporariamente designada por projeto Bromo, e, caso não surjam contratempos, a assinatura do acordo deverá ocorrer entre outubro e novembro deste ano, com o objetivo de a nova empresa iniciar operações em 2027.
Caso obtenha luz verde, uma das cinco filiais da Bromo ficará sediada em Espanha. A intenção é utilizar as instalações da Airbus, da Thales e da Leonardo em Espanha como sede, embora esteja previsto que as empresas tenham de contratar mais trabalhadores para responder ao aumento da carga de trabalho. No seu conjunto, estima-se que a Bromo venha a criar cerca de 25.000 postos de trabalho em toda a Europa e alcance um volume de negócios anual inicial de 6,5 mil milhões de euros.
O acordo vinculativo permitirá conhecer mais pormenores sobre a forma como as três empresas planeiam integrar as suas divisões espaciais. Até ao momento, foi apresentada uma notificação preliminar à Comissão Europeia, mas continua por definir a forma exata como a operação será estruturada. Trata-se de um dos maiores movimentos do mercado empresarial europeu previstos para este ano. Em outubro de 2025, já tinha sido assinado um memorando de entendimento não vinculativo como primeiro passo.
A Airbus, a Leonardo e a Thales deterão participações de 35%, 32,5% e 32,5%, respetivamente, na nova empresa, que funcionará sob controlo conjunto, com uma estrutura de governação equilibrada entre os acionistas.
A Airbus integrará os seus negócios de sistemas espaciais e de sistemas digitais espaciais. A Leonardo contribuirá com a sua divisão espacial, incluindo as suas participações na Telespazio e na Thales Alenia Space. A Thales contribuirá principalmente com as suas participações na Thales Alenia Space, na Telespazio e na Thales SESO.
Desta forma, a fusão terá impacto nas filiais espanholas destas empresas. Os sindicatos estimam que entre 1.500 e 1.700 trabalhadores da Airbus passarão a integrar o projeto Bromo, mas, no caso da Thales e da Leonardo, ainda não existem dados disponíveis.
O projeto Bromo terá de obter a aprovação de Teresa Ribera, vice-presidente executiva e comissária europeia da Concorrência da Comissão Europeia, que continua a solicitar às empresas promotoras da iniciativa uma “enorme quantidade” de informação para avaliar se aprova a operação e se impõe condições à fusão.
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