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Mais de 50 milhões no último despacho do ano do Fundo Ambiental para acelerar projetos prioritários

Mais de 50 milhões no último despacho do ano do Fundo Ambiental para acelerar projetos prioritários

Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, autorizou, esta sexta-feira, o último despacho do ano do Fundo Ambiental, gerido pela Agência para o Clima (ApC), que vai garantir a “execução plena” dos apoios previstos até ao final do ano.
“Já com a receita consolidada, o financiamento disponível permitiu a seleção de novas prioridades”, afirma a tuta em comunicado enviado à nossa redação.
Entre as novidades, destaca-se o lançamento de um novo Aviso para apoiar o Desenvolvimento de Projetos Agrofotovoltaicos, incluindo a produção de energia renovável, armazenamento de energia, autoconsumo e comunidades de energias renováveis. Esta medida tem o valor de 15 milhões de euros e destina-se a cooperativas, organizações, associações de produtores agropecuários e associações de regantes.
Outra novidade é o lançamento da terceira fase do Aviso para a Aquisição de Veículos Elétricos para substituir veículos com motor de combustão interna por veículos de baixas emissões. O Ministério do Ambiente e Energia recorda que “o transporte individual é um dos principais emissores de gases com efeito de estufa, além de prejudicar a qualidade do ar e de ser uma fonte significativa de ruído” e que a “eletrificação do parque automóvel é um objetivo a cumprir em paralelo com o incentivo ao uso do transporte público”.
As principais alterações introduzidas pelo Despacho contemplam apoios ao sector da energia, com o reforço de 25 milhões na Medida de Auxílio a custos indiretos CELE, que passa a contar com um total de 50 milhões de euros em 2025. Destina-se este montante a compensar o setor eletrointensivo pelos custos relacionados com o mercado europeu de emissões de CO2. A verba deste ano faz parte dos 275 milhões de euros que Portugal vai disponibilizar até 2030 para as indústrias eletrointensivas.
A Associação Portuguesa do Ambiente (APA) também vê significativamente reforçado o seu orçamento, com mais 5,7 milhões de euros, para permitir mais projetos de adaptação às alterações climáticas, respostas a emergências e acidentes ambientais, eventos climáticos extremos, proteção costeira, gestão de recursos hídricos e reabilitação da rede hidrográfica (em parceria com os municípios), adianta a nota do Ministério de Maria da Graça Carvalho.
Também o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) reforça o seu orçamento em mais meio milhão de euros, para projetos de conservação da natureza, biodiversidade e florestas.
O Fundo de Garantia dos Projetos LIFE, essencialmente destinado a Organizações Não Governamentais, aumenta um milhão de euros face ao que estava previsto, passando a ter agora mais de 1,6 milhões de euros.
A área da Cooperação Internacional e Quotizações Internacionais na área do Clima, em linha com os compromissos assumidos no âmbito do Acordo de Paris, passam a ter 5,2 e 5,1 milhões de euros, respetivamente.
Para Maria da Graça Carvalho, este despacho é “um esforço para garantir prioridade aos projetos com real possibilidade de execução até ao final do ano e a promover alguns programas com elevada procura”.
O Fundo Ambiental “é um instrumento indispensável para acelerar a transição energética e responder às alterações climáticas, preparando o país e as pessoas para um futuro que está cada vez mais perto. Mas é, também, um motor para a economia, no apoio que dá desde os nossos agricultores à indústria nacional”, salienta a ministra.
O Fundo Ambiental tem, no presente ano, uma receita de mais de 1,2 mil milhões de euros provenientes da tributação dos produtos petrolíferos, energéticos e da Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético (CESE). Este Fundo apoia políticas públicas ambientais, contribuindo para o cumprimento dos objetivos nacionais e internacionais.
 

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