F1: África a curto prazo, Alemanha a longo prazo e reforço em mercados já explorados
O regresso a África é já um desejo antigo da F1 que, de há algumas épocas para cá, tem sido mais falado e discutido. A F1 não visita o continente desde 1993 (o GP da África do Sul desse ano), e as tentativas recentes para regressar têm produzido conversações com potenciais anfitriões na África do Sul e no Ruanda.
Stefano Domenicali afirmou que esta continua a ser uma região prioritária para a F1, ao mesmo tempo que a organização continua a avaliar manifestações de interesse de outros continentes. O responsável declarou: “As negociações estão a progredir muito bem em África”. Domenicali revelou ainda que existem outras conversações em curso na América do Sul e no Extremo Oriente, além de mais pedidos vindos da China e do Japão. No entanto, no caso chinês, explicou que a F1 prefere, para já, manter apenas uma corrida no país.
Segundo Domenicali, o crescimento da F1 não se aplica apenas a mercados mais recentes, uma vez que as negociações sobre direitos televisivos na Europa demonstram também o interesse de países que perderam corridas nos últimos anos. Usando os exemplos da Alemanha e da França, o responsável explicou que a relação com a Canal+ está a correr bem: “A relação com a Canal+ é fantástica. Não temos Grande Prémio em França, não porque não queiramos, mas… o meu telefone está sempre disponível para termos uma corrida em França, e se eles quiserem fazê-la, estamos aqui.” Acrescentou que a emissora francesa está de facto interessada em prolongar o acordo, já que “os números são realmente bons e o desporto está mesmo num grande momento.”
Quanto à Alemanha, Domenicali afirmou que, pela primeira vez, a F1 está a retomar contacto com os responsáveis de Hockenheim para avaliar se, no futuro — a longo prazo, não a curto prazo —, o circuito poderá voltar a receber uma corrida. O responsável destacou também a evolução comercial no mercado alemão: “Com o acordo que temos com a RTL, os números estão a ficar diferentes, e no novo concurso no mercado alemão, vamos ter, pela primeira vez, mais do que um operador interessado em fazer parte deste concurso.” Para Domenicali, isso constitui “mais um sinal de que, na Europa, que é um mercado muito importante para nós, a atenção está a ficar ainda maior.”
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