Genéricos novos para a diabetes tipo 2 ajudam 900 mil utentes e poupam 45 milhões ao Estado
A introdução de novos medicamentos genéricos para a diabetes tipo 2 reduz preço em 50% aos utentes, ao mesmo tempo que poupa 45 milhões de euros por ano ao Estado.
De acordo com a AUM – Associação de Utentes de Medicamentos Genéricos, este benefício abrangerá 900 mil utentes.
“A UMG congratula-se com a criação, pelo INFARMED, do Grupo Homogéneo de Dapagliflozina, um antidiabético primordial para a diabetes tipo 2, receitado também para a insuficiência cardíaca e a doença renal crónica, passando a Dapagliflozina a integrar, desde o dia 1 de agosto, o Sistema de Preços de Referência (SPR), com vantagens claras para os Utentes, para o Estado e para o funcionamento do mercado”, refere a entidade em comunicado.
Nesse sentido, a UMG, que classifica este avanço como uma “marcante decisão do Infarmed”, lança “um forte apelo aos Profissionais de Saúde para não desviarem a prescrição/dispensa de soluções terapêuticas contendo Dapagliflozina para outras moléculas que ainda não tenham versão genérica, nomeadamente Empagliflozina”.
A associação pede ainda ao Infarmed, no mesmo comunicado assinado pelo médico António Oliveira Andrade, que acelere a introdução de mais genéricos no mercado nacional, beneficiando mais utentes e o SNS.
Recorrendo a dados do relatório ‘Health at a Glance 2025’ da OCDE, a associação refere que os medicamentos genéricos representam cerca de 52% do mercado farmacêutico em volume em Portugal, abaixo da média de 56% da *OCDE (56%) e “bastante distante dos países que lideram esta área”. No Reino Unido é de 80%, nos Países Baixos 79%, na Alemanha 78% e Canadá 75%.
Share this content:



Publicar comentário