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Emissão de títulos de dívida cai 9,1 mil milhões de euros no final de julho

Emissão de títulos de dívida cai 9,1 mil milhões de euros no final de julho

O valor total de títulos de dívida emitidos por entidades residentes atingiu os 333,7 mil milhões de euros, no final de julho, uma redução de 9,1 mil milhões de euros, face ao final do mês anterior, de acordo com os dados divulgados, esta terça-feira 18 de agosto, pelo Banco de Portugal (BdP).
“Para esta variação contribuíram sobretudo as administrações públicas, cujas emissões deduzidas de amortizações foram negativas em 8,8 mil milhões de euros. No caso do setor financeiro e das empresas não financeiras, as emissões superaram as amortizações em 2,2 mil e 0,2 mil milhões de euros, respetivamente. Em julho, os títulos de dívida emitidos pelas administrações públicas desvalorizaram-se 2,8 mil milhões de euros. Trata-se da segunda maior desvalorização dos últimos 12 meses, refletindo o contexto de subida das taxas de juro. As administrações públicas registaram ainda o pagamento de cupões em 0,4 mil milhões de euros e 0,4 mil milhões de euros em juros corridos”, acrescentou.
Os títulos de dívida emitidos pelas administrações públicas atingiram os 190,4 mil milhões de euros no final de julho. “As emissões líquidas de amortizações acumuladas no ano correspondiam a 10,5 mil milhões de euros, menos 5,7 mil milhões de euros do que no mesmo período do ano anterior”, sublinhou.
Os títulos de dívida ambiental, social e de governança (ESG) emitidos por entidades residentes chegaram aos 14,8 mil milhões de euros no final de julho (o equivalente a 4,4% do stock total de títulos de dívida emitidos por residentes), indicam os dados. “Este valor corresponde a uma diminuição de 0,9 mil milhões de euros relativamente ao mês anterior, sobretudo explicada pelo facto de as amortizações terem superado as emissões em 815 milhões de euros”, acrescentou o BdP.
No final de julho, estavam previstas, para os 12 meses seguintes, amortizações de títulos de dívida no valor de 48,0 mil milhões de euros, o equivalente a 13,9% do stock de títulos vivos (valor nominal) naquela data. “Destacavam-se a amortização de títulos de dívida de empresas não financeiras, prevista para agosto de 2026, de 5,5 mil milhões de euros, e as amortizações de títulos de dívida das administrações públicas, previstas para abril de 2027, de 7,8 mil milhões de euros”, referiu.
No final de julho de 2026, o stock de ações cotadas emitidas por entidades residentes, no final de julho, ficou em  80,6 mil milhões de euros, mais 0,9 mil milhões face ao final de junho. “Este crescimento deveu-se essencialmente à valorização de 0,5 mil milhões de euros das ações cotadas das empresas não financeiras e à valorização de 0,4 mil milhões de euros das ações cotadas do setor financeiro”, indicam os dados.

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