No último ano, estes foram os 10 fundos de investimento mobiliário nacionais com maior rendibilidade
A Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP) divulgou os dados referentes à semana de 21 de agosto de 2026, destacando os dez fundos de investimento mobiliário nacionais com melhor performance nos últimos 12 meses.
O pódio é dominado por fundos com forte exposição a setores energéticos e mercados emergentes, que continuam a beneficiar de dinâmicas de mercado favoráveis.
O Montepio Euro Energy, gerido pela Montepio Gestão de Activos, lidera o ranking com uma rendibilidade anual de 42,9%. Classificado na categoria de Fundos de Acções Sectoriais e com nível de risco 6 (numa escala de 1 a 7), o fundo geria cerca de 21,8 milhões de euros no final de junho de 2026.
Em segundo lugar surge o Caixa Ações Emergentes (Caixa Gestão de Ativos), com 35,4% de rendibilidade anual. Este fundo, inserido na categoria de Outros Fundos de Acções Internacionais e também com risco 6, apresentava um volume sob gestão de 18,6 milhões de euros.
Fecha o top 3 o Montepio Multi Gestão Mercados Emergentes (Montepio Gestão de Activos), com 33,2%. Trata-se de um fundo multi-ativos agressivo, risco 6, e com um volume relativamente reduzido (6,8 milhões de euros).
Segue-se o Caixa Ações EUA, da Caixa Gestão de Ativos, com 31,6% de rendibilidade. Este fundo, da categoria de Acções da América do Norte e com nível de risco 5, destacava-se pelo volume sob gestão de 94,6 milhões de euros.
Na quinta posição encontra-se o GNB Mercados Emergentes, da GNB – Gestão de Ativos, com 30,8%. Classificado como Outros Fundos de Acções Internacionais e com risco 6, geria 32,4 milhões de euros.
Os fundos de poupança-reforma também marcam presença no ranking. O Bankinter Mega TT PPR/OICVM – Classe C, da Bankinter Gestão de Ativos, surge em sexto lugar com 29,8% de rendibilidade anual, risco 6 e um volume de 43,9 milhões de euros. Logo a seguir, o Optimize PPR/OICVM Agressivo, da Optimize Investment Partners, regista 28,7%, igualmente com risco 6 e um volume sob gestão de 97,8 milhões de euros.
Na oitava posição aparece o Caixa Ações Líderes Globais, da Caixa Gestão de Ativos, com 27,9%. Este fundo de ações globais, com nível de risco 5, distingue-se claramente pelo volume sob gestão, que ultrapassava os 2.524 milhões de euros no final de junho de 2026.
Na nona posição encontra-se a sua versão PPR, o Caixa Ações Líderes Globais PPR/OICVM, também da Caixa Gestão de Ativos, com 27,6% de rendibilidade, risco 5 e um volume de 74,4 milhões de euros.
Fecha o top 10 o BPI Universal, da BPI Gestão de Ativos, com 27,2%. Trata-se de um fundo multi-ativos equilibrados, com risco 5 e um volume de 17,3 milhões de euros.
Os dados mostram que a exposição a mercados emergentes e ao setor energético continuou a recompensar os investidores mais agressivos, com três dos cinco primeiros lugares ocupados por fundos com foco nestes segmentos. Os fundos de poupança-reforma (PPR) aparecem com alguma frequência no ranking, o que demonstra que produtos com benefícios fiscais também conseguem entregar retornos elevados quando a alocação é mais dinâmica. A maioria dos fundos no top 10 apresenta nível de risco 5 ou 6, confirmando que as melhores performances do último ano estiveram associadas a estratégias de maior volatilidade.
“É importante realçar que os resultados apresentados não consideram comissões de subscrição e resgate, nem outros encargos eventualmente suportados diretamente pelos participantes, que variam de acordo com as condições estabelecidas no regulamento de gestão de cada fundo”, ressalva a associação que acrescenta que os resultados não têm em consideração o imposto que seja eventualmente devido relativamente aos rendimentos auferidos após essa data.
A APFIPP diz que não foram considerados os fundos fechados, os fundos denominados em moeda diferente do euro e os fundos que divulgam o valor das unidades de participação com periodicidade inferior à semanal.
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