CPV/IS: 2026 marcado pelo crescimento de todas as divisões e da presença feminina
O Supercars Endurance atravessa uma fase de crescimento assinalável, com as grelhas de partida a expandirem-se e novas categorias como a GTX Am e a BMW M2 Cup Iberia a trazerem argumentos adicionais à competição. Eis cinco aspetos que ilustram esta evolução, num campeonato que se prepara para retomar a atividade em Valência, entre 24 e 27 de setembro, depois da pausa de verão.
GTX mais fortes
Um dos traços mais visíveis desta dinâmica reforçada dos campeonatos é o papel da GTX como porta de entrada para os GT. Para jovens pilotos provenientes do karting ou de outras categorias, a GTX permite um primeiro contacto com o universo dos carros de GT e a possibilidade de, mais tarde, evoluírem para os GT4. A mesma lógica estende-se aos pilotos amadores através da GTX Am, criando um percurso de progressão que vai da iniciação nos GTX até uma eventual chegada aos GT4, consoante a ambição e condições de cada piloto. Entre os exemplos citados no artigo estão Henrique Moura Oliveira, que começou no FPAK Junior Team em 2024, passou para os GTX no ano seguinte e se estreou este ano nos GT4 ao volante de um Aston Martin Vantage AMR GT4 inscrito pela Monteiros Competições, bem como Fernando Soares, campeão da divisão GTX em 2023 e que este ano deu o salto para os GT4 juntamente com Miguel Ferreira, também num Aston Martin Vantage AMR GT4, da NGT Motorsport. Também Alfonso Colomina — que corre com Luis Mas —, Alex Wendt e Jaime Sanchis se estrearam esta temporada nos GT4, beneficiando dos McLaren Artura GT4 da estrutura McLaren Barcelona – SMC Motorsport.
BMW M2 Cup Iberia a crescer gradualmente
A BMW M2 Cup Iberia surge como uma das grandes novidades da temporada, prometendo corridas particularmente disputadas apesar de um arranque condicionado por dificuldades na entrega dos carros. Em Jarama, a categoria já colocou três carros em pista, e o espetáculo não se fez esperar: Francisca “Kika” Queiroz envolveu-se na luta pela vitória da segunda corrida do circuito de Madrid, ao lado dos carros do FPAK Junior Team, conduzidos por Diego Sirgado e Gonçalo Moura num deles, e por Nathan Corbet e Bernardo Passanha no outro. A expectativa é de que a grelha cresça na segunda metade da temporada, reforçando o potencial desta competição entre as categorias de Turismos do campeonato.
Mulheres ao poder
A presença feminina nas grelhas tem também ganho relevo em 2026. Alba Vásquez lidera a GTX do Campeonato de España de Supercars ao volante de um Ligier JS2 R da Chefo Motorsport, enquanto Stephanie Hobeika se estreia no automobilismo com um McLaren 570S GT4 da TRS Team, apresentando uma evolução assinalável. Jemma Moore mantém-se como presença jovem, mas já experiente, e Nicole Drought junta-se ao campeonato ao lado de Lucas Fotherghill, num Porsche Cayman da Protech Motorsport, liderando a GTX Am do Campeonato de España de Supercars. O grupo inclui ainda Francisca Queiroz, já com alguma experiência no automobilismo, que disputa a sua primeira temporada no Supercars Endurance com um BMW M2 Racing da LOB Motorsport.
Crescimento transversal a toda a grelha
O crescimento do campeonato estende-se a todas as divisões. A introdução da GTX Am abriu uma nova via de entrada para gentlemen drivers, registando uma “adesão positiva”, segundo o texto. Na primeira etapa da temporada, disputada no Autódromo Internacional do Algarve, alinharam 17 carros entre GTX e GTX Am, e 7 na Cup, números que evidenciam o crescimento da categoria GTC — tendência que se espera prolongar nas três provas finais do ano, favorecida também pela divisão das grelhas entre GT4 e GTC/Turismo. Também os Turismos continuam a ganhar expressão, com equipas como a Art of Speed, ao volante de um SEAT Leon Supercopa Mk2, a LOB Motorsport, com os seus KIA Ceed TCR e BMW M2 Racing, e as máquinas bávaras da FPAK Junior Team a contribuírem para o aumento do número de carros da categoria — uma evolução que se espera confirmar na segunda metade da temporada.
Rui Miritta constantemente recordado
Por fim, relembrar Rui Miritta, cuja ausência marcou a passagem do campeonato por Vila Real, depois de o piloto ter falecido nos dias que antecederam a prova. Alguém com forte ligação ao Supercars Endurance e vencedor de diversos títulos nas categorias GTC e Cup, Miritta deixou uma marca no automobilismo português e no paddock da competição, “não só pelos resultados, mas também pela sua forma de estar”. A sua falta foi especialmente sentida por ser a bitola da Cup, a referência para os adversários numa divisão marcada por lutas intensas entre gentlemen drivers.
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