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“Senti vergonha alheia”: vice da Câmara do Funchal acusa Luís Neves de “total desrespeito” pela PSP

“Senti vergonha alheia”: vice da Câmara do Funchal acusa Luís Neves de “total desrespeito” pela PSP

O vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal (liderada pela coligação PSD-CDS-PP), Carlos Rodrigues, deixou críticas, na rede social Facebook, ao discurso protagonizado pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, na terça-feira 1 de setembro durante a comemoração dos 148 anos do Comando Regional da PSP da Madeira, que decorreu em Câmara de Lobos. O autarca disse que se tratou de um dos “momentos mais confrangedores” que assistiu em política, acusando o governante de “total desrespeito” pela força policial.
“Acabei de assistir a um dos momentos mais confrangedores em política. Numa cerimónia de aniversário do comando regional da PSP, o ministro da Administração Interna, em total desrespeito pela instituição que, temporariamente tutela, usou a oportunidade para se auto-elogiar, para mostrar toda a sua vaidade, e para entrar num bate boca com um líder partidário [referindo-se ao líder do Chega, André Ventura]. Este momento foi uma elegia ao absurdo, uma deselegância grosseira e uma total violação da ética e honra que deve presidir a estas cerimónia. Senti vergonha alheia”, disse Carlos Rodrigues.
Ministro diz estar a ser alvo de “insinuações e mentiras”
No seu discurso perante o comando regional da PSP da Madeira, Luís Neves, afirmou que tem sido alvo de insinuações e mentiras, mas que não se deixará intimidar e continuará a governar e a trabalhar.
Luís Neves acusou ainda o presidente do Chega, André Ventura, de lançar “o caos, porque dá jeito”.
Na semana passada, o líder do Chega admitiu avançar com uma moção de censura caso o primeiro-ministro não resolvesse a situação do ministro da Administração Interna, que considerou ter atingido um nível “grotesco” e “inaceitável”, tendo remetido uma decisão para hoje [2 de setembro].
O ministro acrescentou que André Ventura tem feito insinuações e acusações, sem provas, com o objetivo de “destruir” a sua reputação.
“Isto não é escrutínio, isto não é investigação política”, afirmou, defendendo que tem “mais de 30 anos dedicados ao serviço público” e “um legado operacional e de dirigente que é à prova de bala”.
“Durante mais de 30 anos combati grandes criminosos, gangsters mesmo, e criminosos da pior espécie, com gente brava, gente corajosa, quer da PJ quer de outras forças. […] Eu sei do que falo”, realçou o governante.
O ministro criticou também a comunicação social, afirmando que se lança “uma acusação grave, sabendo que será repetida dia após dia durante dias, mesmo que nunca venha a ser demonstrada, porque nunca será, porque não existe”.
“Quando essa acusação perde força lança-se uma outra, sempre com o oportuno pretexto de grandes investigações jornalísticas sustentadas na inveja e na falsidade daqueles que eu próprio afastei”, acusou Neves, que acrescentou que nunca uma decisão sua foi judicialmente revogada.

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