Timor Gap adquire participação da Osaka Gas Australia no Greater Sunrise
A Timor Gap chegou a um acordo vinculativo com a Oscaka Gas Australia para adquirir a participação desta empresa, de 10%, no projeto Greater Sunrise, anunciou hoje a petrolífera estatal timorense que passará a deter 66,56% do consórcio.
“Esta aquisição representa um marco significativo para a Timor Gap e para Timor-Leste. Ao consolidarmos as participações no projeto Greater Sunrise e aumentarmos a participação global de Timor-Leste, esperamos celebrar os trabalhos pendentes com vista à seleção, num futuro próximo, da opção de desenvolvimento do projeto Timor LNG” (Gás Natural Liquefeito, na designação em português), disse o diretor executivo da empresa Rui Soares, citado no comunicado.
A aquisição inclui as participações da Osaka Gas Australia nos dois contratos de partilha de produção, atualmente existentes na Área Conjunta de Desenvolvimento Petrolífero (com a Austrália), bem como as duas licenças de retenção australianas em vigor, sujeitas à finalização do novo contrato de partilha de produção único previsto no âmbito do Tratado das Fronteiras Marítimas entre Timor-Leste e a Austrália.
“Esperamos igualmente que esta aquisição contribua para um maior alinhamento dentro da ‘joint venture’ do Sunrise, permitindo que os parceiros trabalhem de forma mais eficaz em conjunto rumo a uma decisão final de investimento que desbloqueie o valor dos recursos do Greater Sunrise”, acrescentou Rui Soares.
Localizado no Mar de Timor, a 150 quilómetros de Timor-Leste e a 450 quilómetros de Darwin, o Greater Sunrise, composto pelos campos Sunrise e Troubadour, é uma das maiores reservas de recursos naturais ainda por explorar na região e representa para os timorenses um grande potencial económico.
A sua exploração tem estado envolta num impasse, com Díli a defender a construção de um gasoduto para o sul do país e a Woodside, segunda maior parceira do consórcio, a inclinar-se para uma ligação à unidade já existente em Darwin.
O consórcio estava constituído pela timorense Timor Gap (56,56%), a operadora Woodside Energy (33,44%) e a Osaca Gás (10,00%).
Com a aquisição, a Timor Gap passa a deter 66,56% do consórcio.
Os campos Greater Sunrise possuem recursos contingentes estimados em 5,13 biliões de pés cúbicos de gás e 225,9 milhões de barris de condensado de hidrocarbonetos.
O impasse levou a ‘joint venture’ a solicitar um estudo conceptual elaborado pela empresa britânica Wood, que confirmou que a viabilidade do desenvolvimento do Greater Sunrise em Timor-Leste.
“A opção Gás Natural Liquefeito de Timor-Leste (TLNG, sigla em inglês) destaca-se por prever menores custos operacionais e, ao permitir melhores retornos gerais diretos e indiretos para Timor-Leste, criará um grande impacto socioeconómico no país”, refere o Governo timorense.
O acordo de fronteira marítima permanente entre Timor-Leste e a Austrália determina que o Greater Sunrise, um recurso partilhado, terá de ser dividido, com 70% das receitas para Timor-Leste no caso de um gasoduto para o país, ou 80% se o processamento for em Darwin.
A conclusão da transação hoje anunciada “está sujeita à obtenção de todas as aprovações governamentais e regulamentares necessárias, bem como ao cumprimento das condições precedentes habituais”, acrescenta o comunicado divulgado na página oficial da Timor Gap.
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