Bolsa de Lisboa e Europa caem no vermelho com receios de aumento das taxas de juro em setembro
A Bolsa de Lisboa segue a meio da sessão no vermelho contrariando o verde da abertura. O índice bolsista português (PSI) quebra 0,56% para os 9.425,23 pontos. As principais bolsas europeias estão também no vermelho. Comportamento das bolsas é influenciado pelo receio de subida das taxas de juro e o petróleo sobe devido a vaga de ataques entre os Estados Unidos e o Irão, que ocorreu entre terça-feira a quarta-feira (1 de setembro e 2 de setembro).
As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para a EDP Renováveis que cai 2,54% para os 13,42 euros, seguida pela EDP que desvaloriza 1,19% para os 4,66 euros, e a Mota-Engil quebra 0,92% para os 4,76 euros.
No vermelho está ainda os CTT, a Corticeira Amorim, a Altri, a NOS, a Navigator, a Galp Energia, e a Ibersol.
A negociar no verde está a Teixeira Duarte que sobe 0,31% para os 0,48 euros e a Jerónimo Martins avança 0,11% para os 18,13 euros.
Europa está no vermelho
As principais bolsas europeias estão no vermelho depois de terem iniciado o dia em terreno misto. O DAX (Alemanha) cai 0,84% para os 25.741,14 pontos, o CAC 40 (França) desvaloriza 0,69% para os 8.244,36 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) quebra 0,63% para os 10.721,54 pontos.
O AEX (Países Baixos) desce 0,48% para os 1.096,62 pontos, o IBEX 35 (Espanha) desvaloriza 0,34% para os 19.748,49 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desvaloriza 0,53% para os 51.641,50 pontos.
“As ações europeias recuam, à medida que os investidores avaliavam as perspetivas para a inflação após o reacendimento dos conflitos no Médio Oriente, que volta a fazer subir os preços do petróleo, elevando a probabilidade de novos aumentos de taxas de juro já este mês [setembro], tanto na Zona Euro como nos Estados Unidos. Como reflexo as yields [juros pagos] de dívida soberana sobem e o setor da banca acaba por estar entre as melhores performances. Quem aproveita é o BCP, que recebeu novo upgrade de avaliação, desta feita pelo Morgan Stanley. O setor de retalho é castigado pela queda da Auto1, em reação a um outlook considerado cauteloso. No automóvel, o mau momento na Volkswagen agrava-se com a indicação de que vai sair do Euro Stoxx 50. Para o índice entram Nokia e Engie. Pelas 13h15 de Lisboa fique atento aos dados de criação de emprego privado nos Estados Unidos, onde “o mau até poderia ser bom”, uma vez que uma menor robustez no mercado laboral poderia fazer acreditar que desta forma seria mais fácil fazer recuar a inflação e tornar a Fed menos agressiva na sua política monetária”, refere a research do Millennium.
O petróleo está a negociar em alta, influenciado pelos novos ataques entre Estados Unidos e Irão ocorrido entre terça-feira e quarta-feira (1 de setembro e 2 de setembro). O brent está a subir 0,49% para os 95,11 dólares e o crude valoriza 0,18% para os 90,38 dólares. A subida da matéria-prima deve-se à continuação dos ataques entre Estados Unidos e Irão. Nos mais recentes desenvolvimentos o Comando Central militar norte-americano (CENTCOM) confirmou, a 1 de setembro, que tinha concluído com sucesso ataques contra alvos militares no Irão. Aqui incluem-se alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como “instalações de defesa aérea, sistemas de radar, ativos e instalações marítimas, capacidades de lançamento de minas e locais de comunicação”. O Irão atacou bases norte-americanas no Médio Oriente entre a noite de terça-feira e hoje (1 de setembro e 2 de setembro), em resposta aos bombardeamentos anteriores lançados por Washington. Foram disparados drones e mísseis contra instalações militares dos Estados Unidos na Jordânia, no Bahrein, no Kuwait e no Iraque.
O euro está a cair 0,17%, face ao dólar, para os 1,15717 dólares e o euro está a subir 0,06%, face à libra, para as 1,15717 libras.
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