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Há 80 mil estrangeiros no ensino superior em Portugal

Há 80 mil estrangeiros no ensino superior em Portugal

São já 80 mil os estudantes estrangeiros no Ensino Superior em Portugal. Os dados disponibilizados pela base estatística Pordata da Fundação Francisco Manuel dos Santos mostram crescimento a um ritmo estável de mais quatro mil alunos vindos de fora ao ano, em média.
Nos últimos 15 anos, o número quadruplica, passando de 20 mil para 80 mil alunos, no ano letivo de 2024/2025, ano em que, no total, o ensino superior português ultrapassa os 456 mil inscritos.
O crescimento é particularmente expressivo nos mestrados integrados, onde o número de estrangeiros aumenta sete vezes, passando de 3.282 alunos em 2010 para 22.523 em 2025.
Apesar do boom dos mestrados, que se tornam nestes anos uma fonte importante de financiamento das instituições de ensino superior públicas e privadas, a maior parte dos estudantes de fora frequentam licenciaturas.
No grupo das 12 nacionalidades com mais de mil alunos inscritos no conjunto do público e do privado, apenas os franceses, os italianos e os alemães são na maioria alunos de mestrado.
Os brasileiros dominam em termos absolutos em todos os ciclos de estudo.
No ano letivo de 2024/25 havia em Portugal 18.271 estudantes deste país lusófono, dos quais 15 201 em instituições públicas. A maior fatia – 8.721 – estudantes de licenciatura; 422 cursando mestrado de segundo ciclo, 789 mestrado integrado e 3.603 doutoramento. Com muito menor expressão, os (CTSP) curso técnico superior profissional registavam 802 alunos brasileiros.
A licenciatura é o grau de ensino com maior número de estrangeiros em Portugal.
Angola afirma-se como a segunda nacionalidade mais importante no ensino superior português, com 7.136 alunos inscritos, dos quais 589 em CTSP, 4229 em licenciaturas, 1326 em mestrados, 182 em mestrados integrados, 752 em doutoramentos e 58 em outras formações.
Guiné-Bissau tem a terceira posição entre as nacionalidades. Também aqui o número maior – 2607 – pertence a alunos de licenciatura. Cursavam mestrado, 2138, mestrado integrado 67, 48 faziam doutoramento e 1571 frequentavam CTSP.
França é o primeiro país não lusófono e o primeiro europeu no ensino superior português (público e privado) no ano letivo de 2024/2025, com um total de 5126 estudantes, dos quais 2474 em mestrado integrado e 735 em mestrado do 2. ciclo.
Segue-se Itália, com 4707 estudantes, a maioria também em mestrado: 1853 (2. ciclo) e 618 (integrado).
Regressamos a África. Cabo Verde soma 4696 estudantes, assim distribuídos: CTSP 738; licenciatura 2813; mestrado de 2. ciclo 692; mestrado integrado 317; doutoramento 131 e cinco em outras formações.
Espanha e Alemanha destacam-se também com grandes contingentes: 4223 e 4082 alunos, respetivamente. Entre os alemães predominam os mestrandos (2692 no 2.º ciclo e 112 integrado). Já os espanhóis são maioritariamente alunos de licenciatura: 3220.
Moçambique, com 2683 estudantes, e São Tomé e Príncipe, com 1060, estão na lista, bem como China, com 1664, e Polónia, com 1317.
No privado, os países com mais de mil alunos inscritos, contabilizando os cinco ciclos de estudo analisados, são: França (3917), Brasil (3070), Angola (2866), Espanha (1358), Itália (1095), Guiné-Bissau (1089) e Alemanha (1031).
 
 

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