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José Luís Carneiro responde a André Ventura: “O PS não tem medo de si”

José Luís Carneiro responde a André Ventura: “O PS não tem medo de si”

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, dirigiu-se a André Ventura no debate da moção de censura garantindo que os socialistas não estão condicionados por Luís Neves e que não tem medo, sobretudo do líder do Chega.
“O PS não tem medo. E não tem medo de André Ventura. Foi o PS que se bateu nas ruas pela sua liberdade mesmo quando faz mau uso dessa liberdade. Não entramos em teorias de conspiração, o senhor deputado até equacionou para fugir para Marrocos”, realçou.

E justificou a abstenção do PS: “O PS não viabiliza esta moção de censura porque os portugueses não querem uma crise política, querem um Governo a responder às suas preocupações. É graças a André Ventura que não se faz o escrutínio da saúde e da educação. O primeiro-ministro devia dar a André Ventura o título de funcionário do mês”.

José Luís Carneiro acusou Luís Montenegro de se entregar aos braços do Chega para diminuir os direitos dos trabalhadores e lembrou o Chega de faltar à palavra na aprovação do novo código laboral.

A Assembleia da República debate e vota esta terça-feira a moção de censura do Chega ao Governo, centrada na manutenção do ministro da Administração Interna, Luís Neves, no executivo, e que tem chumbo garantido.
A moção intitula-se “Pelo fim de um Governo sem autoridade política, incapaz de assumir responsabilidades e de garantir confiança nas instituições” e é a primeira ao XXV Governo Constitucional.
Esta será a primeira vez que a Assembleia da República discute uma moção de censura fora do período efetivo de funcionamento e ainda na primeira sessão legislativa da XVII legislatura.
A moção de censura do Chega vai ser a primeira ao XXV Governo Constitucional, a terceira a executivos PSD/CDS-PP liderados por Luís Montenegro e a 37.ª em democracia.
Esta será a quarta vez que o partido liderado por André Ventura recorre a este instrumento: duas vezes na XV legislatura contra o último Governo do PS liderado por António Costa e, com a discutida hoje, duas a executivos da AD.

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