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Falta de oferta leva a subida de 2% na ocupação industrial e logística no primeiro semestre

Falta de oferta leva a subida de 2% na ocupação industrial e logística no primeiro semestre

O mercado industrial e logístico em Portugal registou uma ocupação de 229.973 metros quadrados no primeiro semestre, o que significou uma subida mínima recorde de 2%, em relação ao período homólogo e que se justifica com a falta de oferta neste segmento imobiliário, de acordo com os dados do ‘Spotlight Industrial & Logistics Market’ da consultora Savills divulgado esta quarta-feira, 9 de setembro.
A Grande Lisboa registou 174.783 metros quadrados de área transacionada no primeiro semestre, o melhor desempenho desde 2024 em valor absoluto, com um mínimo histórico de espaço disponível. O segundo trimestre foi particularmente dinâmico, concentrou 74% do volume total. A logística cresceu mais de 14% em termos homólogos e passou a representar 75% de toda a área ocupada.
O mercado logístico da Grande Lisboa integra um stock de cerca de 3,5 milhões de metros quadrados e apresenta uma taxa de disponibilidade de apenas 1,8%, o que “reflete a forte pressão da procura sobre a oferta existente”, aponta a consultora.
As rendas prime variam entre os 4,50 euros /m²/mês no eixo Palmela-Setúbal e os 7,25 euros no Corredor Oeste. CastanheiraAzambuja, considerado o eixo prime logístico da região, concentra 33% do stock total e constitui a referência para grandes plataformas logísticas, com uma renda prime de 5,50 euros/m²/mês.
Em sentido inverso, o Grande Porto registou um volume de ocupação de 55.190 metros quadrados no primeiro semestre, uma descida de 2%, face ao observado no período homólogo. A taxa de disponibilidade situou-se nos 0,5% de um parque logístico e industrial superior a 1,3 milhões de metros quadrados.
Valongo destacou-se como o principal foco de procura, com 36.885 metros quadrados contratados, equivalentes a 67% do total regional, resultado de duas operações de 12.500 metros quadrados cada no Panattoni Park Valongo. A renda prime fixa-se nos 5,75 euros/m²/mês.
Num mercado marcado pela inexistência de espaços de qualidade disponíveis para ocupação imediata, as atenções centram-se agora no pipeline previsto até 2027, que totaliza cerca de 69 mil metros quadrados, dos quais 42% já se encontram pré-arrendados.
Alexandra Gomes, Head of Research da Savills Portugal, refere que “com mais de metade do pipeline da Grande Lisboa já comprometido antes da conclusão, antecipamos uma pressão crescente sobre as rendas prime e um reforço das soluções build-to-suit e de pré-arrendamento, à medida que as opções para os ocupantes se tornam cada vez mais escassas”.
Pedro Figueiras, Director, Head of Lisbon da Savills Portugal, afirma que “a combinação de taxas de disponibilidade historicamente baixas, a internacionalização crescente da economia, o reforço das exportações e uma posição geoestratégica privilegiada nas cadeias globais de abastecimento continua a atrair operadores nacionais e internacionais. Neste contexto, o desenvolvimento de nova oferta logística representa não apenas uma oportunidade imobiliária, mas uma necessidade para acompanhar a expansão da procura e aumentar a competitividade do país enquanto plataforma de distribuição e investimento”.

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