WRC: Trio para o título
Oliver Solberg venceu o Rally Chile Biobío, com a Toyota Gazoo Racing a garantir o sexto título consecutivo de construtores no Campeonato do Mundo de Ralis e a igualar o recorde histórico de 10 títulos, empatando com a Lancia.
Solberg e o seu navegador, Elliott Edmondson, completaram uma atuação consistente ao longo dos três dias e venceram com uma vantagem de 16,6 segundos sobre o nono campeão mundial Sébastien Ogier, enquanto Adrien Fourmaux, da Hyundai, ficou em terceiro, a 33,3 segundos do vencedor. A Toyota chegou ao Chile a precisar de apenas sete pontos para tornar matematicamente seguro o título de construtores e garantiu-o com duas rondas ainda por disputar.
No final do rali, Elfyn Evans mantém uma liderança que já trazia do Rali das Canárias, a quinta prova do ano. Embora tivesse atingido a sua maior diferença para o segundo classificado, Takamoto Katsuta, após o Rali da Estónia, o seu triunfo na Finlândia fez com que Sami Pajari se tornasse o concorrente mais ‘chegado’ na luta. O finlandês tem-se aproximado de Evans, mas não ao ritmo que gostaria.
Agora, no Chile, ressurgiu Oliver Solberg. Após o seu triunfo em Monte Carlo, Solberg teve um período menos bom, que o atirou para o quarto lugar do campeonato depois das Canárias. A partir de Portugal, o sueco recompôs-se, mas os seus altos e baixos só terminaram depois da Acrópole. Chega a esta fase da competição a apenas quatro pontos de Pajari, quando faltam duas provas para o final.
Pelo caminho nesta luta ficaram Takamoto Katsuta, que chegou a liderar a competição após o Rali da Croácia. Depois das Canárias, Evans tinha apenas dois pontos de avanço sobre o japonês, que ainda se manteve por perto — embora a perder terreno — até à Acrópole. No entanto, o seu descalabro começou na Estónia, de onde ainda saiu como segundo do campeonato. Três ralis depois, ocupa agora a sexta posição!
Sébastien Ogier, com menos provas, como se sabe, fez um campeonato muito diferente do ano passado. Apesar disso, após a Acrópole ainda chegou ao terceiro lugar, mas entre a Estónia e a Finlândia acabou realisticamente com as suas chances de ser campeão.
Tendências mostram que está tudo em abertoElfyn Evans é cada vez mais o grande favorito a chegar ao título. Com 17 pontos para gerir em duas provas, a lei das probabilidades ‘diz’ que dificilmente perderá o título. Contudo, ao abrir a estrada em duas provas de terra, sem conhecermos os percursos, muito menos as dificuldades que pode ter devido a esse facto, é impossível projetar cenários. Veja-se que no Chile, a chuva na fase inicial da prova permitiu-lhe manter-se de imediato colado à frente da prova. Na Sardenha e, (provavelmente) na Catalunha, face às datas, pode chover, mas o mais provável é que o piso esteja seco.
As condições dos troços podem fazer toda a diferença, mesmo com Evans, Pajari e Solberg a arrancar seguidos para a estrada. Face às margens, tudo pode suceder até ao final. Mesmo sem ‘azares’, furos, saídas de estrada ou problemas mecânicos, a simples ordem na estrada pode encaminhar o título.
Repare-se que, desde o Rali da Acrópole, Pajari tem vindo a ganhar pontos a Evans, e Solberg fá-lo desde a Estónia. Isto diz-nos que esta tendência pode manter-se, e olhar para as tendências ajuda a projetar. No entanto, também sabemos que, se há uma modalidade em que se pode esperar tudo, essa modalidade são os ralis.
Para ser já campeão na Sardenha, em outubro, Elfyn Evans teria de sair da penúltima ronda com pelo menos 36 pontos de vantagem sobre qualquer rival para garantir a coroa antes da final na (provavelmente) Catalunha.
Contudo, o mais provável é que cheguemos à última prova com o ‘círculo’ ainda mais fechado, se a tendência se mantiver. Uma coisa é certa (ainda que não matematicamente): Elfyn Evans, Sami Pajari ou Oliver Solberg, qualquer um deles, será um novo Campeão para a história do WRC.
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