Grupo Banco Mundial bate recorde e mobiliza 19 mil milhões para África
O Grupo Banco Mundial anunciou, esta quinta-feira, a mobilização de 22 mil milhões de dólares de capital privado para África nos 12 meses até junho deste ano, uma subida de quase 150% face aos 9 mil milhões de 2022.
“Em toda a África, a mobilização de capital privado aumentou de aproximadamente 9 mil milhões de dólares [7,8 mil milhões de euros] para 22 mil milhões de dólares [19,1 mil milhões de euros], um aumento de quase 150%”, lê-se no comunicado enviado à Lusa com os resultados globais do grupo, que apontam para um recorde de mobilização do capital do setor privado, para 112 mil milhões de dólares, 97,5 mil milhões de euros, no ano fiscal de 2026, ou seja entre 01 de julho de 2025 e 30 de junho deste ano.
“O Grupo Banco Mundial mobilizou mais capital privado no ano fiscal de 2026 do que em qualquer outro ano da sua história e emitiu um volume recorde de garantias, cumprindo assim um objetivo que os acionistas e clientes vêm a defender há anos, que era mobilizar mais capital privado para atuar em conjunto com o seu próprio financiamento e conhecimentos especializados nas economias em desenvolvimento”, acrescenta.
os números apresentados pelo Banco Mundial apontam para uma forte mobilização do capital dos privados desde que Ajay Banga tomou posse: “O capital privado mobilizado pelo Grupo Banco Mundial mais do que triplicou nos últimos quatro anos, passando de 35 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2022 para 112 mil milhões de dólares no ano fiscal de 2026, o que, “em conjunto com o financiamento próprio do Grupo, elevou o total de financiamento e mobilização nas economias em desenvolvimento para bem mais de 200 mil milhões de dólares no ano fiscal de [20]26”.
O crescimento “foi generalizado” e resulta das reformas imprimidas pela nova direção deste banco multilateral de financiamento, incluindo a unificação do ponto de contacto do Grupo Banco em cada país e a aposta nos instrumentos de atração de investimento privado para áreas que fomentem o desenvolvimento dos países.
O anúncio do Grupo Banco Mundial, que engloba também o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), a – Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), a Corporação Financeira Internacional (IFC) e a Agência Multilateral de Garantia dos Investimentos (MIGA), surge no mesmo dia em que o líder da MIGA terminou uma visita a Angola.
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