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Governo estima excedente próximo de zero este ano após devolução de 800 milhões de euros aos portugueses

Governo estima excedente próximo de zero este ano após devolução de 800 milhões de euros aos portugueses

O Governo estima que as contas públicas terminem este ano com um excedente orçamental “próximo de 0”, calculando em 800 milhões de euros a devolução aos portugueses através do suplemento extraordinário aos pensionistas e da redução do IRS.
“Com as contas que temos hoje, com os números que temos hoje, assumindo que não há nenhum cataclismo […], teremos um pequeno excedente orçamental, próximo de zero”, disse o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.
Em declarações à agência Lusa à entrada para a reunião informal dos ministros das Finanças da zona euro, o responsável aludia às medidas aprovadas na quinta-feira pelo Conselho de Ministros, assegurando que, “isto não coloca em causa, com a informação que se tem à data de hoje, contas públicas equilibradas no final do ano e uma redução da dívida pública”.
Justificando a decisão com a evolução dos dados económicos e orçamentais disponíveis em setembro, Joaquim Miranda Sarmento apontou que existe “margem orçamental para poder devolver 800 milhões de euros aos portugueses – 400 milhões através dos pensionistas, 400 milhões através do IRS, de quem trabalha”.
A medida destinada aos pensionistas deverá abranger cerca de dois milhões de pessoas, enquanto a redução do IRS deverá beneficiar aproximadamente 2,5 milhões de agregados familiares, segundo o governante, que recordou medidas semelhantes adotadas em 2024 e 2025.
“Dissemos que esperaríamos até setembro para tomar estas duas decisões”, reforçou, admitindo que este ano a situação orçamental era inicialmente “mais exigente”, nomeadamente devido à execução integral dos empréstimos associados ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), num valor de cerca de dois mil milhões de euros.
De acordo com Joaquim Miranda Sarmento, os “bons resultados orçamentais de 2025” contribuíram para a decisão, apesar de terem surgido novos fatores de incerteza, como as tempestades que afetaram o país no início do ano e a atual guerra no Irão causada por Israel e Estados Unidos.
“Este é um apoio muito, muito significativo”, concluiu.

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