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Bruxelas avisa que crise energética e fenómenos extremos do verão vão pesar no PIB

Bruxelas avisa que crise energética e fenómenos extremos do verão vão pesar no PIB

A Comissão Europeia alertou, esta sexta-feira, 18 de setembro, que as perturbações na energia relacionadas com a guerra do Médio Oriente e o impacto dos fenómenos meteorológicos extremos, como ondas de calor e incêndios, “deverão pesar” sobre a economia europeia este ano.
“São esperados vários obstáculos, incluindo perturbações relacionadas com a energia e o impacto dos fenómenos meteorológicos extremos deste verão, que deverão pesar sobre a economia europeia”, disse o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis.
Em conferência de imprensa após a reunião informal dos ministros das Finanças da zona euro, em Dublin pela presidência irlandesa do Conselho da União Europeia, o comissário europeu admitiu um “final de ano exigente”.
As próximas previsões macroeconómicas da Comissão Europeia deverão ser divulgadas em novembro.
Ainda assim, de acordo com Valdis Dombrovskis, “a economia europeia está, mais uma vez, a demonstrar resiliência, tendo tido um desempenho ligeiramente melhor do que o esperado no primeiro semestre deste ano”.
“No entanto, esperamos que o crescimento abrande no próximo ano, de acordo com a mais recente avaliação da Comissão Europeia e, como a presidente [da Comissão Europeia] Ursula von der Leyen deixou claro no seu discurso sobre o Estado da União, relançar a economia europeia continua a ser a principal prioridade” do executivo comunitário, adiantou.
A posição surge numa altura em que a guerra no Médio Oriente continua a pressionar os preços da energia e depois de ondas de calor, incêndios rurais e episódios de chuva intensa e cheias terem afetado vários países europeus, como Portugal, durante o verão.
Hoje realiza-se em Dublin o encontro informal do Conselho de Assuntos Económicos e Financeiros, juntando os 27 ministros – incluindo o português, Joaquim Miranda Sarmento – para troca de pontos de vista sobre questões estratégicas, sem tomada de decisões.
Esta manhã, reuniu-se o fórum informal dos ministros das Finanças da zona euro, o Eurogrupo.
Também falando na conferência de imprensa após a reunião informal do Eurogrupo, o presidente do organismo, Kyriakos Pierrakakis, alertou que “a evolução da situação no Médio Oriente está, uma vez mais, a pressionar em alta os preços do petróleo e do gás, com consequências diretas para os cidadãos e para as empresas”.
“Não é a primeira vez que enfrentamos um choque externo deste tipo e é precisamente por isso que a lição deve ser clara e estar bem presente: não podemos controlar todas as crises que eclodem fora da Europa, mas podemos reduzir a nossa dependência de acontecimentos que ocorrem além das nossas fronteiras”, elencou.
Kyriakos Pierrakakis adiantou que, “em tempos de incerteza, a credibilidade torna-se um ativo económico”, pelo que exortou os países da moeda única a manterem a trajetória orçamental acordada.
“Isto é essencial para preservar condições de financiamento favoráveis e salvaguardar a sustentabilidade das nossas finanças públicas a longo prazo e, se forem necessárias novas medidas em resposta ao aumento dos preços da energia, estas devem ser direcionadas, temporárias e coerentes com as nossas regras orçamentais”, disse ainda, pedindo que a zona euro “não hipoteque o seu futuro”.

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