Bolsas europeias fecham em forte queda penalizadas por recuo do setor automóvel. BCP arrasta PSI
Bolsas europeias fecham em forte queda, penalizadas por Volkswagen e recuo do setor automóvel. O PSI, não foi exceção e encerrou a sessão desta sexta-feira a cair 1,33%, para os 9.542,21 pontos, uma perda de 128,90 pontos, acompanhando o sentimento negativo generalizado nos mercados europeus.
Entre as cotadas que mais recuaram destacam-se a NOS SGPS, que desvalorizou 2,36%, para os 5,380 euros, o BCP, que caiu 2,24%, para 1,1760 euros, a Jerónimo Martins, que perdeu 2,21%, para 17,66 euros, e a Sonae, que cedeu 2,14%, para 2,0600 euros.
Em sentido contrário, a Mota-Engil foi a única cotada do PSI a fechar em terreno positivo, com uma subida de 0,30%, para 5,015 euros.
O Euro Stoxx 50 fechou a cair 1,46%, para os 6.230,42 pontos, enquanto o Stoxx 600, que agrega as principais cotadas europeias, recuou 1,12%.
Entre as principais praças, o FTSE 100 de Londres desvalorizou 1,50%, para 10.654,33 pontos; o CAC 40 de Paris caiu 1,63%, para 8.053,76 pontos; o DAX de Frankfurt perdeu 1,63%, para 25.296,44 pontos; o FTSE MIB de Milão recuou 1,67%, para 51.511,63 pontos; e o IBEX 35 de Madrid cedeu 1,66%, para 19.503,50 pontos.
Os analistas do Millennium Investment Banking destacam que “as bolsas europeias encerraram em baixa, no dia em que a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que os aumentos nos preços da energia não se traduzem automaticamente em aperto monetário, pois os preços da energia impactam outros fatores, incluindo crescimento e consumo, mas projetou inflação de 3% este ano e 2,5% em 2027, ano em que deixará a presidência do Banco Central. O patamar é bem acima da meta de 2%/ano que o banco central tem traçada para o longo prazo, com Lagarde a afirmar que o BCE está a adotar uma “resposta ponderada” à situação.
A pressionar fortemente o desempenho dos mercados esteve o setor automóvel, com a Volkswagen a tombar 5,58% depois de a fabricante alemã ter cortado a sua projeção de margem operacional, penalizada pela imparidade relacionada com a sua participação na Porsche AG, pela forte contração do mercado chinês e pelos custos associados à sua reestruturação.
“No seio empresarial de destacar o tombo da Volkswagen, após ter reduzido a sua projeção de margem operacional, refletindo uma imparidade relacionada à sua participação na Porsche AG, uma forte contração no mercado automobilístico chinês e custos relacionados à sua reestruturação”, acrescentam os analistas.
Petróleo recua, dívida sobe
Nas commodities, o petróleo WTI nos Estados Unidos negociava com uma ligeira subida de 0,28%, nos 102,20 dólares, enquanto o Brent cedia 0,27%, para os 104,54 dólares.
Já no mercado da dívida, a yield da bund alemã a 10 anos subiu 4,6 pontos base, para 3,52%, enquanto a yield portuguesa no mesmo prazo avançou 6,15 pontos base, para 3,89%.
Segundo os analistas da MTrader, “numa fase em que os investidores aguardam por desenvolvimentos no Médio Oriente, os preços do petróleo voltam a recuar, depois de Donald Trump ter referido que está a avaliar uma ‘grande decisão’ sobre a guerra no Irão, com a imprensa internacional a referir que o presidente norte-americano se deverá reunir com líderes do Golfo na próxima semana”.
Os mesmos analistas acrescentam que, “na frente comercial, os EUA podem adiar o anúncio de novas tarifas sobre a China e outros parceiros até depois do encontro entre Trump e o presidente Xi Jinping na próxima semana”.
“No setor das telecomunicações, a Orange foi pressionada por uma recomendação de venda, enquanto a Nokia se mostrou animada. Em solo luso, destaque para a REN, que recebeu um upgrade”. O JP Morgan subiu o preço-alvo da empresa portuguesa de 2,70 euros para 3,30 euros e manteve a recomendação de “neutral”
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