Primeiro-ministro aproveitará deslocação aos EUA para “vincar laços económicos e comerciais” crescentes
O primeiro-ministro português vai aproveitar a deslocação aos Estados Unidos na próxima semana, durante a qual participa na 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas, para “vincar a crescente importância dos laços económicos e comerciais” com este país.
O objetivo foi transmitido à Lusa pelo gabinete de Luís Montenegro, que salienta que, em 2025, os EUA foram o quarto maior cliente de Portugal em termos de comércio de mercadorias, com uma quota de mercado de 5,8% das exportações nacionais, que se cifraram em 4,6 mil milhões de euros, e o décimo fornecedor (representando um peso de 2,1% nas importações, com um valor de 2,4 mil milhões de euros).
“A deslocação do primeiro-ministro aos EUA na próxima semana tem como causa próxima a participação na 81º Assembleia-geral das Nações Unidas, mas será também aproveitada para vincar a crescente importância dos nossos laços económicos e comerciais com os EUA”, destaca-se.
De acordo com os dados fornecidos à Lusa, Portugal mantém uma balança de bens e serviços positiva com os EUA desde 2021 e o crescimento médio anual no período 2021-2025 foi de 15,4% nas exportações e de 5,0% nas importações.
Em 2025, o valor total das exportações para este país foi 9,7 mil milhões de euros e o das importações atingiu 3,6 mil milhões de euros, existindo um excedente de cerca de 6 mil milhões de euros.
“As viagens e turismo, que representaram 51,6% das exportações nacionais de serviços, em 2024, cresceram 8% em 2025”, salienta-se.
Também o investimento direto estrangeiro (IDE) dos Estados Unidos da América em Portugal “tem registado um crescimento sustentado”.
“Em 2025, o IDE (Imediato) dos EUA em Portugal foi de 4,8 mil milhões de euros, mais 15,9% do que em 2024, e os EUA posicionaram-se como o sétimo investidor em Portugal”, refere-se.
O programa do primeiro-ministro “será um reflexo desta realidade”, sobretudo no primeiro dia da deslocação, na terça-feira.
Luís Montenegro será o convidado da Bolsa de Valores de Nova Iorque para a tradicional cerimónia do “closing bell”, em que irá acionar o sino a marcar o fim da sessão de negociação bolsista.
Segundo o gabinete do primeiro-ministro, este convite da Bolsa de Nova Iorque “reconhece a trajetória económico-financeira de Portugal”, destacando o “crescimento económico superior à Zona Euro, contas públicas superavitárias, uma dívida pública em decréscimo, níveis recordes de emprego e um consequente reconhecimento das agências de notação financeira, como decorre da recente subida do rating da República para A+ por parte da Fitch”.
“Esta cerimónia constituirá uma oportunidade única para elevar a imagem de Portugal junto dos investidores de um dos mercados de capitais mais dinâmicos do mundo e sublinhar que Portugal está não só aberto ao investimento norte-americano, como é também um parceiro muito relevante em setores estratégicos para ambos os países”, destaca-se, salientando, em particular, “avultados investimentos” de empresas portuguesas nos EUA na área da energia e do setor farmacêutico.
Também Durão Barroso já participou, em 2007 quando era presidente da Comissão Europeia, nesta cerimónia de encerramento da bolsa de Nova Iorque, enquanto Cavaco Silva acionou o sino de abertura do mercado, em 2008, numa deslocação oficial aos EUA enquanto Presidente da República.
Ainda na terça-feira, o primeiro-ministro visitará uma loja de filigrana portuguesa, em Times Square, “dando um sinal de apoio à expansão internacional de empresas portuguesas”.
Já os restantes dois dias da deslocação do primeiro-ministro serão dedicados à Assembleia Geral da ONU, a poucos meses de Portugal assumir em janeiro o lugar de membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028.
“Esta deslocação a Nova Iorque permitirá ainda ao primeiro-ministro manter contactos bilaterais com os seus homólogos”, acrescenta o gabinete de Montenegro.
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