Fabricante portuguesa de drones financia-se em mais de 500 milhões
A Tekever obteve hoje financiamento de 580 milhões de dólares (mais de 500 milhões de euros), com a avaliação a colocar a companhia a valer 6,4 mil milhões de dólares (mais de 5,6 mil milhões de euros).
Esta é a maior ronda de financiamento obtida por uma empresa tecnológica com base em Portugal, destaca a companhia.
Este financiamento vai “apoiar a próxima fase de crescimento da Tekever, reforçando a capacidade da empresa para executar a sua estratégia, aprofundar a presença internacional, expandir as capacidades industriais e tecnológicas, acelerar aquisições estratégicas e consolidar a posição como empresa tecnológica europeia líder em sistemas autónomos centrados em IA”.
Entre os investidores, encontra-se a UC Investments, da Universidade da Califórnia, e a Baillie Gifford que lideraram a ronda. Juntou-se a Merlyn Advisors como nova investidor estratégico, com os atuais acionistas Crescent Cove, Ventura Capital e Iberis Capital a reforçarem o investimento.
Apesar de a primeira ronda ter coberto a maior parte do financiamento, a empresa espera concluir fases adicionais nos próximos meses, “a fim de atrair novos investidores estratégicos”.
A Tekever foi escolhida pelo Governo britânico para fornecer o CORVUS, a nova capacidade de vigilância do exército britânico, um programa que vale 400 milhões de libras (mais de 460 milhões de euros) durante 10 anos.
O drone AR5 vai assim ser usado pelo Reino Unido com base na sua “experiência operacional, autonomia apoiada por IA, capacidade industrial soberana e evolução tecnológica contínua”. Este drone tem sido usado em situações reais de guerra pelas forças ucranianas para repelir a invasão russa.
“Este investimento representa muito mais do que uma angariação de capital. Reúne um grupo excecional de investidores em torno de uma ambição comum relativamente ao que a TEKEVER se está a tornar”, disse Ricardo Mendes, presidente da Tekever.
“Juntos, partilhamos a convicção de que a excelência científica, a inteligência artificial, a autonomia e a capacidade tecnológica soberana serão fundamentais para a segurança e a resiliência das sociedades democráticas nas próximas décadas. Este investimento dá-nos os recursos para avançarmos mais rapidamente, crescermos ainda mais e continuarmos a construir um líder tecnológico global a partir da Europa”, acrescentou.
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