AWS torna-se o primeiro serviço de nuvem aprovado no nível restrito da NATO
A Amazon Web Services (AWS), o serviço de cloud (ou nuvem) da Amazon, anunciou na terça-feira 22 de setembro, que tornou-se o primeiro fornecedor de nuvem aprovado para utilização por todos os países membros da NATO no tratamento de informação ao nível restrito (NR, ou NATO Restricted) da NATO.
A empresa de comércio eletrónico referiu que a NATO e os seus parceiros da indústria de defesa e todos os países membros da NATO “podem agora utilizar os serviços aprovados da AWS para lidar com cargas de trabalho restritas da NATO em qualquer região da AWS localizada num país membro da NATO”.
A tecnológica acrescentou que com esta aprovação de segurança “os membros e parceiros da NATO herdam uma base de segurança comum e pré-avaliada que ajudará a reduzir o tempo, o esforço e o custo de cumprir as obrigações de segurança e conformidade”, existindo agora “um caminho acelerado” para credenciar a AWS através do seu processo nacional oficial.
“O reforço da capacidade da NATO para aproveitar com segurança a tecnologia comercial é fundamental para construir uma Aliança mais resiliente e ágil. A disponibilidade de produtos comerciais que cumpram os requisitos de segurança da NATO alarga as opções tecnológicas disponíveis para a Aliança e apoia a nossa capacidade de adotar tecnologias modernas, mantendo a segurança e a resiliência das quais as nossas operações dependem”, disse o diretor geral da Agência de Comunicações e Informação da NATO, Dylan Browne.
“Esta aprovação inédita é o culminar de um esforço sustentado de vários anos. Reflecte o nosso compromisso em ajudar os clientes e parceiros dos sectores da defesa, público e afiliados da NATO a alcançarem as suas missões críticas. Acreditamos que os governos e os cidadãos que servem merecem ter acesso à mesma infraestrutura e aos mesmos serviços que impulsionam a inovação no setor privado. Continuaremos a trabalhar para proporcionar a interoperabilidade de que as nações aliadas necessitam para reforçar a sua resiliência e proteger os seus cidadãos”, disse o vice-presidente interino do Setor Público Mundial da AWS, David Appel.
A AWS referiu que para obter a aprovação da NATO foi necessário documentar a sua conformidade com a D32. “A D32 da NATO é a diretiva técnica que estabelece os requisitos de segurança para o tratamento da informação NR na nuvem pública. No âmbito deste processo, os recursos da AWS foram avaliados pelo Centro Nacional de Criptografia de Espanha (CCN), e a NATO aprovou-os e publicou-os para todos os Aliados da NATO. Os serviços da AWS podem agora ser utilizados na criação de sistemas compatíveis com a NR em qualquer região da AWS localizada num país membro da NATO. A AWS tem atualmente 15 regiões em países membros da NATO, sete das quais estão localizadas na Europa continental. Para a acreditação NR, a NATO delega o processo num país membro da NATO e/ou na Agência de Comunicações e Informação da NATO (NCIA) como país anfitrião da NATO”, esclareceu.
“Os clientes de segurança nacional e defesa podem aceder ao AWS Trusted Secure Enclave – Sensitive Edition, a base para este anúncio, e saber mais sobre as soluções da AWS para a defesa e segurança nacional. Hoje, mais de 15.000 clientes governamentais utilizam a AWS. Ao obter a aprovação NATO RESTRICTED, a AWS reforça o seu compromisso em satisfazer as necessidades de segurança dos governos e das organizações de defesa em todo o mundo. As principais agências governamentais do mundo utilizam a AWS para reduzir custos, aumentar a resiliência e inovar mais rapidamente. Com este anúncio, a AWS e a NATO deram um passo importante em conjunto para ajudar as nações aliadas a proteger as suas missões críticas na nuvem”, acrescentou a tecnológica.
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