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Ordens de bolsa recuam 20% em agosto, mas acumulado do ano mantém crescimento

Ordens de bolsa recuam 20% em agosto, mas acumulado do ano mantém crescimento

O valor das ordens sobre instrumentos financeiros recebidas pelos intermediários financeiros registados na CMVM totalizou 29,4 mil milhões de euros em agosto, o que representa uma queda de 20,1% face a julho, avança o regulador dos mercados. Apesar do recuo mensal, o volume acumulado desde o início do ano continua a apresentar um crescimento de 21,7% em comparação com o mesmo período de 2025.
A descida foi sobretudo explicada pela quebra nas ordens sobre instrumentos de dívida pública, cujo valor caiu 29,5% em relação ao mês anterior, para 17,1 mil milhões de euros. Em sentido inverso, as ordens sobre dívida privada aumentaram 14,3%, atingindo 2,8 mil milhões de euros. Já nas ações, o volume negociado recuou 4%, para 3 mil milhões de euros.
No segmento acionista, o BCP manteve a liderança em termos de quota de mercado, concentrando 33,9% das transações. Seguiram-se o BPI, com 15,2%, e o ActivoBank, com 10,6%.
No mercado de dívida, que agrega títulos públicos e privados, o BNP Paribas, através da sucursal em Portugal, dominou amplamente a atividade, com uma quota de 86,5%. O Banco L.J. Carregosa ocupou a segunda posição, com 10,8%, enquanto a Caixa Económica Montepio Geral registou uma quota de 0,5%.
As ordens sobre instrumentos financeiros derivados também registaram uma diminuição em agosto. O valor total ascendeu a 179,1 mil milhões de euros, menos 3,7% do que em julho. Os contratos forward continuaram a ser o instrumento mais negociado, representando 75,7% do total das transações neste mercado, embora tenham registado uma descida de 0,8%. As operações sobre futuros sofreram uma contração mais expressiva, de 30,3%.
Por origem dos investidores, as ordens emitidas por residentes diminuíram 12,3% face ao mês anterior, enquanto as provenientes de não residentes recuaram 21,4%.
Quanto aos locais de execução, a maioria das ordens recebidas foi realizada em mercados regulamentados internacionais, que concentraram 60,3% do total. Os mercados nacionais representaram 5,2%, enquanto 1,7% das operações foi executada fora de mercado. As ordens internalizadas corresponderam a 32,8% do total.
No caso das ações negociadas fora de Portugal, os principais destinos das ordens executadas foram os Estados Unidos, a Alemanha e a França. Já nas operações sobre títulos de dívida, os mercados do Reino Unido, Holanda e França concentraram a maior parte da execução.

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