Renault anuncia investimento de 600 milhões em Espanha até 2030
A Renault pretende investir 600 milhões de euros até 2030 em Espanha, dentro de um plano que prevê a produção de cinco novos modelos de carros, incluindo dois elétricos, anunciou hoje o fabricante de automóveis francês.
“Este investimento combina recursos próprios do grupo Renault, assim como ajudas públicas nacionais e regionais”, disse a empresa, num comunicado.
O grupo Renault garantiu que o plano estratégico que tem para Espanha até 2030 conta com o apoio do Governo espanhol e do executivo da região autónoma de Castela e Leão, onde estão localizadas as duas fábricas em que será feito este investimento (em Valladolid e em Palencia).
“A nossa ambição é continuar a ser um fabricante de referência em Espanha e a nível europeu”, disse o diretor executivo do grupo Renault, Christian Stein, citado no mesmo comunicado, em que a empresa sublinha o “momento convulso no setor” automóvel.
O plano estratégico da Renault até 2030 prevê a produção nas fábricas de Valladolid e Palencia de cinco novos modelos de carros, incluindo dois elétricos, segundo a empresa.
A Renault tem em Espanha fábricas em Sevilha, Valldolid e Palencia.
Espanha é o segundo maior produtor europeu de automóveis, a seguir à Alemanha.
Em 2025, foram fabricados 1,77 milhões de automóveis em Espanha, de acordo com a Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis.
O anúncio de hoje da Renault segue-se a outros feitos este ano por fabricantes automóveis para produção de carros em Espanha.
Em julho passado, a Ford (de origem norte-americana) e Geely (chinesa) anunciaram a criação de uma empresa conjunta para produzir modelos de carros para o mercado europeu em Valência.
A longo prazo, os dois fabricantes têm como objetivo atingir uma capacidade anual de produção de cerca de 500.000 veículos em Espanha.
Em maio, a Stellantis (fabricante americano-franco-italiano) anunciou também que tenciona alienar parcialmente a fábrica de montagem que tem em Madrid à empresa chinesa Leapmotor, para produção de um novo modelo deste fabricante já este ano.
Neste momento, na Europa, as fábricas de automóveis estão a operar, em média, a apenas 50% da sua capacidade.
Em paralelo, face às taxas aduaneiras europeias e à vontade da Comissão Europeia de orientar a procura para produtos fabricados na Europa, a par dos objetivos de descarbonização, os fabricantes estrangeiros estão a adotar estratégias para conseguir produzir localmente, dentro do espaço europeu.
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