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BFF Banking Group prevê que economia cresça 2,3% em 2026

BFF Banking Group prevê que economia cresça 2,3% em 2026

O BFF Banking Group prevê que a economia portuguesa cresça 2,3% em 2026, acima dos 1,8% projetados em junho pelo Banco de Portugal, apesar de pressões sobre o investimento, custos do trabalho e inflação.
A estimativa consta da terceira edição do relatório macroeconómico para Portugal elaborado pelo BFF em colaboração com a Nova School of Business and Economics (Nova SBE), divulgado hoje, que destaca um desempenho da economia portuguesa acima da média europeia.
Segundo o relatório, o Produto Interno Bruto (PIB) real cresceu 2,5% em termos homólogos e 0,8% em cadeia no segundo trimestre deste ano, um desempenho que, de acordo com o BFF, corresponde ao “dobro da média da zona euro e supera o ritmo de crescimento de economias como a Alemanha, França, Itália e Espanha”.
O estudo destaca que o mercado de trabalho continua também a revelar dinamismo, com a taxa de desemprego a recuar para 5,3% no segundo trimestre, o valor mais baixo da série iniciada em 2011, enquanto a população empregada atingiu um máximo de 5,4 milhões de pessoas.
Em paralelo, o relatório concluiu que “a escassez de mão de obra em setores como a construção, saúde e tecnologia tem impulsionado os custos do trabalho (+5,4% no trimestre e +7,1% na construção), crescendo acima da produtividade por trabalhador”.
No que respeita aos preços, “embora a inflação total se tenha fixado nos 3,3% em agosto, a inflação subjacente acelerou para 2,7%”.
A análise associa esta trajetória ao impacto contínuo dos custos energéticos internacionais – influenciados pelas perturbações no Estreito de Ormuz – sobre os transportes, restauração e alojamento.
O investimento é apontado como outra área de pressão: “Com o encerramento do prazo de execução financeira do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) a 31 de agosto de 2026, a Formação Bruta de Capital Fixo registou uma descida de 1,9% em cadeia no segundo trimestre, acompanhando uma redução de 39% homóloga no valor dos concursos de obras públicas lançados no primeiro semestre”, lê-se no documento.
O BFF salienta, neste contexto, a importância da execução do novo programa PTRR, dotado de 22,6 mil milhões de euros até 2034, e dos fundos do Portugal 2030 para assegurar a continuidade do investimento no médio prazo.
No crédito à habitação, o ‘stock’ aumentou 11% em termos homólogos em julho. A garantia pública destinada a jovens compradores representou 32,9% do montante concedido para habitação própria no segundo trimestre e esteve presente em mais de metade das operações com mutuários até aos 35 anos.
Na vertente orçamental, as projeções do Banco de Portugal citadas no relatório apontam para uma redução do rácio da dívida pública para 85,7% do PIB em 2026 e 82,5% em 2027, abaixo da média da zona euro.

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