França sugere usar multas da Google para financiar orçamento da UE
A União Europeia (UE) deveria utilizar as receitas provenientes das multas de milhões de euros aplicadas à Google para reduzir a contribuição dos Estados-membros para o orçamento comunitário, afirmou esta terça-feira 29 de setembro o ministro francês para a Europa, Benjamin Haddad. “Esta é uma nova fonte de receitas para a União Europeia — no valor de 4,6 mil milhões de euros — que deveria reduzir automaticamente as contribuições de todos os Estados-membros”, afirmou Haddad numa entrevista à estação de televisão Franceinfo.
As capitais europeias estão divididas tanto quanto à dimensão do orçamento como relativamente às prioridades de despesa. Em julho, a Google foi multada num total de 890 milhões de euros por violar regras da União Europeia destinadas a limitar o poder das grandes empresas tecnológicas.
As multas mais recentes elevaram para 10,38 mil milhões de euros o total das sanções aplicadas pela UE à Google por práticas anti-concorrenciais ao longo de quase duas décadas. Os governos da UE estão a negociar o orçamento para o período de 2028 a 2034, incluindo em cimeiras previstas para outubro, novembro e dezembro, numa tentativa de alcançar um acordo antes do final do ano.
Num contexto de transição verde e digital, pressão migratória, instabilidade geopolítica e aceleração tecnológica, a Comissão Europeia propôs um novo Quadro Financeiro Plurianual no valor de 2,09 biliões de euros. O objetivo é reforçar a autonomia estratégica da Europa e preparar o futuro coletivo da União Europeia. A proposta inclui 1,13 biliões de euros em dotações orçamentais e até 960 mil milhões de euros em empréstimos, canalizados principalmente através do Instrumento de Reformas e Crescimento.
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