Trump nega ter oferecido alívio das sanções ao Irão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não ofereceu nada ao Irão para acabar com a guerra, rejeitando informações veiculadas pelos jornais norte-americanos, segundo os quais estaria disposto a aliviar as sanções e libertar fundos congelados em troca de “medidas concretas” em relação ao programa nuclear iraniano. “Isso não é verdade. Não lhes ofereci NADA”, escreveu Trump nas redes sociais.
Axios e a CNN relataram, citando autoridades norte-americanas não identificadas, que Trump estava disposto a aliviar sanções impostas ao Irão e a libertar fundos iranianos congelados fora do seu território como parte de um acordo final, sob a condição de Teerão mostrar “progresso concreto” na questão nuclear.
Do seu lado, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, em entrevista ao programa da CBS ‘Face the Nation’, disse que Teerão está pronto para negociações sobre o programa nuclear e outras questões, mas não aceitaria “intimidação ou coerção”. “O Irão não quer a guerra, mas defender-se-á de pressões, ameaças e ataques”, disse Pezeshkian, acrescentando que já havia concordado que “não devemos desenvolver armas nucleares”. Mostrou assim estar preparado para as negociações – quando, horas antes, o Ministério dos Negócios Estrangeiros negava essa eventualidade, contrariando notícias oriundas da sua delegação na ONU.
Segundo os jornais norte-americanos, autoridades de ambos os lados mantiveram conversas separadas com mediadores do Qatar esta segunda-feira, 28 de setembro, como parte de um esforço renovado para encerrar a guerra.
O Irão insistiu no domingo 27 de setembro que somente a diplomacia pode resolver seu conflito com os Estados Unidos e Israel. “As nossas condições são claras, e qualquer movimento para reabrir o Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições”, escreveu o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, nas redes sociais. “Só uma solução negociada pode tirá-los desse impasse.”
Araqchi disse a repórteres na ONU, na sexta-feira 25 de setembro, que o acordo proposto desencadearia uma contagem regressiva de sete dias para a reabertura do estreito e uma pausa nos combates regionais. Trump rejeitou o plano no sábado 26 de setembro e argumentou que o Irão mostrava “desespero”. “Eles querem fazer um acordo para abrir o Estreito de Ormuz imediatamente porque estão a perder”, disse.
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