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António Domingues deixa o Conselho de Administração do Haitong Bank

António Domingues deixa o Conselho de Administração do Haitong Bank

O Haitong Bank informou esta quinta-feira, 1 de outubro, que António Domingues cessou funções como membro do Conselho de Administração a 30 de setembro de 2026.
O mandato do banqueiro acabou em dezembro e já era o terceiro, pelo que perderia o estatuto de independente se fosse reconduzido num novo mandato. Segundo apurou o Jornal Económico, esse foi o motivo da sua saída.
António Domingues integrava a administração do banco de investimento (antigo BES Investimento) como administrador não executivo desde janeiro de 2018, após aprovação do Banco de Portugal. Nos últimos anos, presidiu ao Comité de Riscos e integrou o Comité de Corporate Governance da instituição.
O ex-administrador do BPI e ex-CEO da Caixa Geral de Depósitos é atualmente administrador não executivo do UniCredit (desde 2024), onde preside ao Comité de Remunerações e integra o Comité de Nomeações.
É também administrador não executivo do Banco CTT (desde 2022) e membro do Comité de Remunerações e membro do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria da Jerónimo Martins (desde 2025).
António Domingues esteve quase três décadas (1989-2016) no grupo BPI, onde foi vice-presidente da Comissão Executiva e CFO. Foi também vice-presidente do Banco Português de Investimento e de instituições como o BFA (Angola) e o BCI (Moçambique).
Na Caixa Geral de Depósitos esteve desde agosto a dezembro de 2016, como presidente do Conselho de Administração e CEO. A passagem foi curta e marcada pela polémica em torno da entrega de declarações de rendimentos e património ao Tribunal Constitucional da equipa de administradores por si liderada, que levou à sua demissão.
Os então novos gestores alegavam que lhes tinha sido garantida pelo executivo uma exceção no Estatuto do Gestor Público que evitava que tivessem de entregar esses documentos, que ficam disponíveis para consulta pública.
Licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Economia de Lisboa, assumiu a presidência do Conselho de Administração do banco público no dia 31 de agosto, depois de quase três décadas no BPI e poucos dias depois de a Comissão Europeia ter anunciado um acordo de princípio com o Governo português para a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Outros cargos anteriores: foi administrador não executivo da NOS (onde presidiu ao Comité de Auditoria e Riscos), Allianz Portugal, SIBS e Unicre; diretor no Departamento de Estrangeiro do Banco de Portugal e no Instituto Emissor de Macau.

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