França pondera libertar reservas de petróleo antes de reunião do G7
França deve apresentar um plano para a libertação de reservas de petróleo de emergência, na sequência da pressão exercida pelos Estados Unidos, estando Paris a ponderar uma libertação conjunta de petróleo bruto e gasóleo. Aliviar a forte subida dos preços do gasóleo e responder às preocupações com o abastecimento, é o que explica a decisão.
A ideia foi apresentada numa reunião entre a Comissão Europeia e os países da União na manhã desta sexta-feira, 2 de outubro, pouco depois de Emmanuel Macron ter conversado com o seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a situação energética mundial. França ainda não formalizou a proposta, mas sugeriu libertar 50 milhões de barris de gasóleo e outros 50 milhões de barris de petróleo bruto das reservas de emergência da Agência Internacional de Energia (AIE).
“Os Estados Unidos pediram 100 milhões de barris, mas a União Euuropeia não aceita, e França avançou com a fórmula 50+50”, disse uma fonte diplomática do bloco, citada pela agência Euronews. Washington tem vindo a pressionar os países europeus para libertarem mais reservas estratégicas de petróleo, numa tentativa de conter a subida dos preços dos combustíveis antes das eleições intercalares de novembro, estando a administração Trump também a ponderar uma proibição das exportações de gasóleo.
O secretário da Energia dos EUA já tinha indicado que a União deveria libertar 120 milhões de barris das suas reservas ao longo de três meses, como alternativa a uma proibição drástica das exportações de gasóleo por parte de Washington. Macron qualificou já uma eventual proibição norte-americana das exportações de gasóleo como “catastrófica”, com França entre os países que deverão ser mais afetados. A decisão do Eliseu pretende aliviar essa pressão.
Após a reunião de energia de sexta-feira, a Comissão Europeia afirmou que a União está “pronta para uma ação coletiva”, sublinhando que caberá à AIE organizar qualquer eventual libertação de reservas. Qualquer operação de libertação exigirá também coordenação entre os países que participam no sistema de reservas de emergência da AIE.
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