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OPEP+ avalia oferta de petróleo após G7 anunciar libertação de reservas

OPEP+ avalia oferta de petróleo após G7 anunciar libertação de reservas

A OPEP+ vai avaliar este domingo se ajusta o nível da sua oferta de petróleo em novembro, depois de o G7 ter anunciado a libertação de 100 milhões de barris das suas reservas estratégicas para travar a subida dos preços dos combustíveis, noticia o Expansión.
A decisão será tomada numa teleconferência pelos ministros responsáveis pelo setor da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, sete dos principais membros da aliança entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e produtores aliados.
Segundo analistas citados pela imprensa espanhola, a expectativa é de que o grupo mantenha inalteradas as quotas de produção, prolongando até ao final de novembro a decisão tomada há um mês, que manteve estável o nível de oferta em outubro.
A reunião ocorre dois dias depois de o G7 ter anunciado a libertação imediata e ao longo dos próximos quatro meses de 100 milhões de barris de produtos petrolíferos, sobretudo gasóleo, a partir das reservas estratégicas dos países do grupo.
À Europa cabe libertar cerca de 50 milhões de barris de gasóleo e petróleo bruto, o que equivale a metade do total anunciado pelo G7.
O objetivo da medida é pressionar em baixa os preços dos combustíveis e limitar o impacto da escalada dos conflitos no Médio Oriente, numa altura em que os ataques a instalações petrolíferas no Golfo Pérsico e as perturbações nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb estão a afetar o transporte e a capacidade de produção e exportação de vários países produtores.
A instabilidade tem também aumentado a diferença entre as quotas oficiais de produção da OPEP+ e o petróleo que os seus membros conseguem efetivamente colocar no mercado.
De acordo com os dados mais recentes da OPEP, a produção do grupo atingiu 24 milhões de barris por dia (mbd) em agosto, mais 1,46% do que no mês anterior, mas cerca de 15% abaixo do nível registado em janeiro, antes do início dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irão que desencadearam o atual conflito.
Considerando também os produtores aliados, a oferta conjunta da OPEP+ chegou aos 38 mbd, equivalente a cerca de 38% da oferta mundial de petróleo prevista pela Agência Internacional de Energia (AIE) para 2026, de 100,7 mbd.
A OPEP+ tem vindo a reverter gradualmente, desde há mais de um ano, dois cortes voluntários de produção aplicados em 2023, num total de 3,85 milhões de barris por dia, numa estratégia destinada a sustentar os preços do petróleo.
Apesar do aumento da oferta, o mercado continua condicionado pelas perturbações no fornecimento e pelo risco geopolítico no Médio Oriente e na guerra Ucrânia/Rússia.
O Brent, referência para a Europa, encerrou a semana nos 102,25 dólares por barril em Londres, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, terminou a sessão de sexta-feira nos 91,11 dólares em Nova Iorque.
Criada em 1960, em Bagdade, a OPEP é atualmente composta por 11 países. Em 2016, a organização estabeleceu uma parceria com dez produtores externos, entre os quais a Rússia, o México, o Cazaquistão e o Azerbaijão, dando origem à atual aliança OPEP+.

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