“A melhor contratação do Barcelona chama-se José Mourinho”
David Bernabéu, popular jornalista espanhol, aproveitou, esta segunda-feira, o início do programa de antevisão ao encontro da segunda jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, entre Galatasaray e Barcelona, no periódico Sport, para desferir um ‘ataque feroz’ ao treinador do Real Madrid, o português José Mourinho.
“No verão, disse-vos que a melhor contratação do Barcelona, esta temporada, não é [Anthony] Gordon, não era [Karim] Adeyemi, não era Rodri [Hernández]. Chama-se José Mourinho. Esta é a melhor contratação do Barcelona. Dois meses e meio depois, tenho a dizer-vos uma coisa, pequei por escasso. Por que disse aquilo, naquele momento? É um treinador ultrapassado”, começou por afirmar.
“16 anos sem Liga dos Campeões, 13 sem um campeonato, praticamente despachado de todos os sítios nos quais esteve, ultimamente… Saiu mal de quase todos os clubes, e o plantel que herdava, agora, para mim, é muito pior do que aquele que teve naquele período, entre 2010 e 2013. Eu creio que o desenrolar dos acontecimentos está a demonstrá-lo”, prosseguiu.
“Está a demonstrar que é a melhor contratação do Gordon, com respeito por Gordon, Adeyemi e Rodri. Sobretudo, aquilo que o tempo está a demonstrar é que veio fazer o mesmo que em 2010, que é emaranhar e sujar a competição. Para isso é que Florentino [Pérez] o contratou. Felicidades a todos aqueles que acreditavam que vinha em modo zen, calminho, que tinha mudado. Era o que se dizia… Nada”, rematou.
O Special One, recorde-se, regressou ao Santiago Bernabéu, no passado verão, proveniente do Benfica, a troco de uma verba na ordem dos 15 milhões de euros, com o objetivo de ‘fazer esquecer’ aquela que foi uma temporada desportiva de 2025/26 aquém das expetativas, na qual os merengues não conseguiram conquistar um único troféu, o que levou à demissão, primeiro, de Xabi Alonso, e, depois, de Álvaro Arbeloa.
Estarão as coisas a correr assim tão mal a José Mourinho, no Real Madrid?
Desde a chegada de José Mourinho, o Real Madrid somou sete vitórias (sobre Espanyol, por 1-2, Real Sociedad, por 4-1, Málaga, por 4-0, Internazionale, por 2-1, Rayo Vallecano, por 4-1, Elche, por 2-3, e Villarreal, por 1-0) e duas derrotas (ante Real Betis, por 1-0, e Atlético de Madrid, por 2-1) ao cabo de nove jogos oficiais, em todas as competições, totalizando 21 golos golos marcados e nove sofridos.
Um registo que, no entanto, fica aquém daquele que o treinador alemão Hans-Dieter Flick tem vindo a levar a cabo, no Barcelona, com um pleno de triunfos (sobre Elche, por 0-5, Athletic Bilbao, por 2-0, Rayo Vallecano, por 5-2, Valencia, por 0-5, Feyenoord, por 5-1, Levante, por 2-4, Racing Santander, por 7-2, Sevilla, por 1-3, e Getafe, por 3-0) no mesmo número de desafios, marcando 39 golos e sofrendo oito.
Se, na Liga dos Campeões, os eternos rivais estão empatados, com três pontos cada, em La Liga, o cenário é mais complicado para o sadino, que mora na quarta posição, com 18 pontos, atrás de Barcelona (que lidera, com 24), Atlético de Madrid e Real Betis (que partilham o segundo lugar, com 19 cada).
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