“Portugal é o epicentro do surf mundial durante dois meses”, diz responsável da WSL
As três provas da Liga Mundial de Surf (WSL) que decorrem em Portugal em setembro e outubro, em Matosinhos, Ericeira e Peniche, tornam o país no “epicentro” do surf mundial naquele período, destacou Francisco Spínola, responsável da entidade.
“Com a prova de 6.000 pontos do circuito de qualificação [Qualifying Series] em Matosinhos, logo no princípio de setembro, com o campeonato das Challenger Series [CS] na Ericeira e com a etapa do circuito principal [Championship Tour] em Peniche, mesmo com as provas do Brasil pelo meio, muitos surfistas usaram Portugal como um ‘hub’ [plataforma], e temos durante quase dois meses os melhores surfistas do mundo na nossa costa, de norte a sul”, assinalou à Lusa o diretor-geral da WSL para a Europa, África e Médio Oriente.
O Xacobeo Norte Surf Fest decorreu entre 01 e 06 de setembro na Praia de Leça da Palmeira, em Matosinhos, no distrito do Porto, enquanto o EDP Ericeira Pro se realizou entre 06 e 12 de outubro, na Praia de Ribeira D’Ilhas, na Ericeira, Mafra, com os holofotes agora apontados para o MEO Rip Curl Pro Portugal, que vai ‘rolar’ na Praia de Supertubos, em Peniche, Leiria, entre 16 e 25 de outubro.
“Tem sido um desafio logístico bastante exigente, porque a equipa não se desdobra, mas tem sido também, ao mesmo tempo, muito gratificante, porque vemos os melhores do mundo a surfar as nossas ondas há praticamente dois meses, e há poucos sítios no mundo onde isso acontece”, sublinhou Francisco Spínola.
O responsável apontou ainda para o sucesso que as provas lusas têm tido nos últimos anos, dando como exemplo o evento em Ribeira D’Ilhas, que, no ano passado, foi considerado o melhor do circuito CS, que dá acesso à elite mundial.
“Essa distinção é votada pelos surfistas, pela organização, pelos juízes e pelos principais ‘stakeholders’, e, obviamente, um dos pontos principais é a qualidade do surf, e no ano passado apanhámos a Ericeira clássica. Estas datas, entre o final de setembro e o princípio de outubro, são ‘premium’ para o surf em Portugal, e, portanto, foi muito com base nos fatores naturais, além dos fatores da parte organizativa, que essa decisão foi tomada”, frisou.
Segundo o dirigente, além de o reconhecimento internacional, esta distinção ajuda a manter as provas portuguesas na primeira linha dos eventos da WSL, até devido à forte concorrência que existe de todos os ‘cantos’ do mundo.
“É sempre importante, porque, como sabemos, as provas da WSL têm crescido muito, e há países emergentes, especialmente na Ásia, cada vez mais querendo eventos, e também há eventos em ondas artificiais que acabam por ser uma concorrência para os eventos de mar. Portanto, quanto maior reconhecimento tivermos das provas, maior confiança temos de que elas se mantêm, por muitos anos, aqui no nosso país”, rematou.
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