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Governo espera 3,5 mil milhões de venda da TAP, com 40% a serem ações e dividendos da Lufthansa

Governo espera 3,5 mil milhões de venda da TAP, com 40% a serem ações e dividendos da Lufthansa

O Governo revelou hoje como é que pretende devolver aos portugueses o dinheiro público injetado na TAP ao longo dos próximos anos, depois de mais de três mil milhões de euros de dinheiro dos contribuintes a voar dos cofres públicos para a companhia aérea.
Nas contas do executivo de Luís Montenegro, a expetativa é receber quase 3,5 mil milhões de euros até 2040, incluindo as duas fases de privatização, mas também em ações da Lufthansa e em dividendos.
O Estado vai receber em dinheiro 1.201 milhões de euros decorrentes da venda de 45% da TAP, faltando ainda a venda de 5% destinada aos trabalhadores, com a percentagem que sobrar a ser comprada também pela Lufthansa.
Depois, a venda dos restantes 50,1% deverão render mais 863 milhões de euros também em ‘cash’.
Mas a segunda fase da privatização pressupõe a troca de ações, com o Estado português a receber ações da Lufthansa.
Nas contas do Governo, isto vai colocar o Estado como o segundo maior acionista da companhia aérea alemã com 5% do capital apenas atrás da Fundação Kuhne que conta com 20%.
Ora, sendo acionista do grupo Lufthansa, o Estado prevê receber um total de 1.400 milhões de euros em ações, mais dividendos acumulados do grupo alemão até 2040.
Por último, o Governo estima um investimento de 500 milhões de euros com a escola de pilotos em Tancos.
“Já podemos encarar o futuro da TAP com entusiasmo e confiança. Isso deve-se ao esforço dos portugueses que injetaram nos últimos anos na empresa mais de 3000 e 200 milhões € dos seus impostos, dinheiro que, ao ser canalizado para a companhia, deixou de estar disponível para outras despesas públicas, nomeadamente nos serviços públicos essenciais. Desde o início que assumimos o nosso objetivo de recuperar esse valor para os portugueses”, disse Luís Montenegro esta quarta-feira, 14 de outubro.
“Por isso, fomos firmes e exigentes na negociação, de forma a obter as melhores condições e contrapartidas e reduzir a exposição futura do Estado, precisamente para podermos maximizar o esforço que fizemos antes com a injeção de capital. É por isso que esta parceria entre a TAP e a Lufthansa nos aponta para esse caminho: a recuperação total do valor que os portugueses investirão na TAP”, acrescentou.

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