NOS participa em piloto que combina 5G e satélite e garante comunicações em alto mar
A NOS participou no projeto piloto que combina 5G e satélite, em parceria com a CAPTEMP e a FOSSA Satellite, que garante a conectividade em rotas marítimas mais remotas, sem cobertura de rede móvel terrestre, foi hoje (15 de outubro) divulgado.
“Desenvolvida no âmbito da TestBed 5G da NOS, a solução foi testada para garantir a monitorização contínua de contentores refrigerados durante o transporte marítimo”, refere a NOS, em comunicado.
Segundo a operadora, “o transporte marítimo de mercadorias com requisitos de controlo térmico, como produtos farmacêuticos, enfrenta um desafio crítico: a ausência de cobertura de redes móveis terrestres em alto mar impede a monitorização contínua de parâmetros essenciais, como temperatura, humidade e estados de alarme. Qualquer falha na cadeia de frio pode representar riscos para a saúde pública, bem como desperdício e perdas económicas significativas”.
Face a este desafio, foi desenvolvida uma solução híbrida, que combina as redes 5G e satélite, “com comutação automática entre as duas tecnologias de acordo com a disponibilidade de cobertura”.
Esta solução “foi testada durante uma viagem marítima entre Lisboa e o Funchal, a bordo de um navio da GS Lines”.
Nas zonas costeiras e portuárias, “os dispositivos de monitorização da CAPTEMP utilizaram a rede 5G (com benefícios energéticos e alta fiabilidade)”, acrescenta a NOS.
Em alto mar, “quando deixou de existir cobertura terrestre, o sistema passou automaticamente para comunicações não terrestres através da constelação de nano satélites da FOSSA Satellite”.
Os dados recolhidos pelos dispositivos da CAPTEMP são encaminhados para a sua plataforma central, onde são armazenados, analisados e disponibilizados aos utilizadores.
Deste modo, “é possível acompanhar parâmetros como a temperatura e identificar desvios em tempo útil, bem como manter o histórico de cada viagem para efeitos de auditoria e rastreabilidade”.
Em síntese, esta solução contribui para a preservação da integridade dos produtos transportados e para reduzir o desperdício associado a eventuais falhas na cadeia de frio.
“Ao combinarmos a nossa rede móvel 5G com conectividade por satélite, conseguimos estender o alcance da nossa infraestrutura para além das zonas com cobertura terrestre e reforçar a resiliência das comunicações”, afirma o administrador com pelouro tecnológico (CTO) da NOS, Jorge Graça, citado em comunicado.
Este projeto “demonstra, de forma concreta, como a integração destas duas tecnologias pode responder a necessidades reais de diferentes setores, seja ele o de transporte de mercadorias sensíveis ou de missão crítica”, conclui.
“Estamos extremamente orgulhosos do sucesso desta demonstração da nossa conectividade IoT por satélite num ambiente marítimo real e particularmente exigente”, diz, por sua vez, o presidente executivo (CEO) da FOSSA, Julián Fernández.
Este projeto “comprova que a nossa constelação de satélites pode complementar de forma integrada as redes terrestres 5G, permitindo a monitorização contínua e fiável de ativos críticos, mesmo nas localizações mais remotas” e, além “da conquista tecnológica, representa um importante marco comercial para a FOSSA”, refere o gestor.
“Encaramos este resultado como o início de uma nova fase de crescimento comercial da nossa constelação e de adoção crescente dos nossos serviços de IoT [Internet das Coisas] por satélite a nível mundial”, remata o CEO.
Share this content:


Publicar comentário