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Lufthansa terá de pagar sinal de cerca de 30 milhões pela compra da TAP ainda este ano

Lufthansa terá de pagar sinal de cerca de 30 milhões pela compra da TAP ainda este ano

A Lufthansa vai ter de pagar um sinal ‘sinal’ de cerca de 30 milhões ainda este ano no contexto da compra da TAP. O Governo publicou a  Resolução do Conselho de Ministros n.º 201/2026, publicada esta quinta-feira no Diário da República n.º 201/2026, Série I, e que entra em vigor amanhã.
A Resolução estabelece um sinal de 2,5% como obrigação financeira e garantias até à assinatura.
O n.º 5 da resolução determina que o proponente selecionado deve, no prazo a fixar pelo Governo, “comprovar a realização do pagamento da prestação pecuniária inicial e prestar a respetiva garantia bancária, ou outro instrumento financeiro idóneo para o mesmo efeito, nos termos do artigo 22.º do Caderno de Encargos e do Despacho n.º 9414-A/2026, de 23 de julho”.
O caderno de encargos, aprovado em anexo à RCM n.º 141-B/2025, de 22 de setembro, dava ao Governo a possibilidade de exigir um pagamento inicial “no valor de até 5% do valor global oferecido”. O Despacho de julho fixou esse sinal em 2,5%.
Se for considerada a oferta total da Lufthansa de 1.201 milhões de euros pelos 49,9% — que incluem os 5% destinados aos trabalhadores — o pagamento inicial será de 30,03 milhões de euros. Caso o critério seja apenas a fatia de 44,9% objeto da venda direta de referência, o sinal desce para 25,63 milhões de euros.
Quando é devido? O próprio despacho de julho determina que “o pagamento da prestação pecuniária inicial deve ser efetuado até à data da celebração dos instrumentos contratuais que concretizam a venda direta de referência”. O Governo já afirmou publicamente que quer assinar os contratos com a Lufthansa até ao final do ano, o que significa que o encaixe para o Estado e a prestação de garantias terão de acontecer ainda em 2026.
A competência para fixar o prazo do pagamento e das garantias, bem como para aprovar as minutas dos contratos e marcar data, hora e local da assinatura, foi delegada nos ministros das Finanças e do Transporte Aéreo.
Fim da confidencialidade e contas ao Tribunal de Contas
A resolução marca o fim da fase competitiva do processo — iniciado com o Decreto-Lei n.º 92/2025, de 14 de agosto, que aprovou a primeira fase de reprivatização — e o início da fase de transparência.
Até agora vigorava a “obrigação estrita de confidencialidade” prevista no artigo 8.º do Caderno de Encargos, para preservar a competição entre Air France-KLM, Lufthansa e IAG, convidados em dezembro de 2025. Com a seleção, o Governo determina agora que pode divulgar publicamente os “aspetos essenciais das propostas vinculativas finais e melhoradas”, nomeadamente as condições financeiras e o conteúdo principal dos planos estratégicos.
Após a conclusão do processo, todos os elementos informativos serão colocados à disposição do Tribunal de Contas.
O Governo selecionou oficialmente a Lufthansa para comprar até 49,9% da TAP. A decisão consta da Resolução do Conselho de Ministros n.º 201/2026, publicada esta quinta-feira no Diário da República.
Segundo a resolução, aprovada no Conselho de Ministros de 14 de outubro e assinada pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, o proponente Deutsche Lufthansa Aktiengesellschaft foi escolhido para proceder à aquisição das ações representativas de até 44,9% do capital social da TAP, objeto da venda direta de referência. Os restantes 5%, até perfazer os 49,9% previstos na primeira fase de reprivatização, destinam-se preferencialmente aos trabalhadores.
A escolha foi feita com base no relatório fundamentado elaborado pela Parpública, após a análise das propostas vinculativas finais e melhoradas apresentadas por Lufthansa e Air France-KLM na etapa de negociação prevista na RCM n.º 176-A/2026, de 4 de setembro. O Governo considera que a proposta alemã, no seu conjunto, “incluindo as condições financeiras oferecidas, melhor salvaguarda o interesse público subjacente ao processo”.

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