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CIO assumem papel central no crescimento mas com dificuldades em transformar IA em resultados, segundo estudo

CIO assumem papel central no crescimento mas com dificuldades em transformar IA em resultados, segundo estudo

Os chief information officers (CIO) assumem um papel cada vez mais central no crescimento das empresas, mas enfrentam dificuldades em transformar a inteligência artificial (IA) em resultados concretos, revela o estudo “CIO 2026 Outlook” da Experis divulgado esta segunda-feira, 19 de outubro.
O estudo, baseado nas respostas de 1.930 CIO, CTO, CISO e outros líderes tecnológicos seniores a nível global, analisa a evolução das prioridades e desafios da liderança em Tecnologias de Informação (TI).
Segundo o documento, quase metade dos líderes de Tecnologias de Informação (48%) considera atualmente o alinhamento da estratégia tecnológica com os objetivos de negócio como a principal responsabilidade do CIO, um aumento face aos 34% registados em 2025. Esta prioridade ultrapassa a cibersegurança, que embora tenha subido de 35% para 37%, deixa de ser o principal foco.
“A tecnologia deixou de ser avaliada apenas pela sua capacidade de suportar operações. Hoje, o seu verdadeiro valor mede-se pelo impacto que gera no negócio”, afirma Nuno Ferro, Brand Leader da Experis, citado no comunicado.
Apesar de ser uma prioridade, o alinhamento efetivo entre negócio e tecnologia regrediu. A percentagem de líderes que consideram que as duas estratégias estão efetivamente alinhadas desceu de 80% em 2025 para 77% em 2026.
O ritmo acelerado da evolução tecnológica mantém-se como a principal barreira apontada pelos CIO, referida por 44% dos inquiridos, mais 10 pontos percentuais do que no ano anterior.
O estudo aponta ainda para um défice de compreensão dentro das organizações. 61% dos líderes tecnológicos consideram que a restante liderança não tem uma visão clara da missão das áreas de TI, face a 49% em 2025.
Entre os obstáculos surgem ainda a necessidade de demonstrar o valor da tecnologia junto de stakeholders (26%) e gerir a resistência interna à mudança (25%).
A adoção da tecnologia por parte dos trabalhadores também recuou, com apenas 72% dos CIO a considerarem que existe uma adoção alta ou moderada nas suas organizações, menos sete pontos percentuais do que em 2025.
No que respeita à IA, 66% dos líderes afirmam já estar na fase de implementação nas suas organizações e 54% dizem já obter um retorno tangível do investimento. Dois terços (66%) pretendem aumentar o investimento em IA este ano.
Ainda assim, os CIO mantêm uma abordagem pragmática: apenas 17% classificam a implementação de soluções de IA como uma das suas principais responsabilidades, embora 48% considerem que a integração destas tecnologias representa uma das maiores oportunidades de criação de valor em 2026.
Entre as tecnologias vistas como proporcionando maior retorno sobre o investimento, destacam-se o cloud computing e infraestruturas digitais escaláveis (41%), a automação e soluções baseadas em IA (34%) e o Data Analytics e Business Intelligence (29%).
Para a Experis, marca do grupo ManpowerGroup especializada em talento tecnológico, os resultados mostram que os obstáculos à transformação “não são exclusivamente tecnológicos”, evidenciando um desafio organizacional e humano ligado à gestão da mudança, competências e modernização de sistemas legacy.

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