Procura de moeda para destinos fora da zona euro aumenta em 2026, diz Unicâmbio
A Unicâmbio registou este ano um aumento da procura de moeda estrangeira face a 2025, com maior dinamismo nas divisas de destinos fora da Europa, nomeadamente o iene japonês, o won sul-coreano, o baht tailandês, a lira turca e a coroa islandesa.
Em comunicado, a instituição de pagamento refere que o dólar norte-americano e a libra esterlina continuam a ser as moedas mais procuradas, mas que o crescimento de outras divisas indica uma maior diversificação.
“Estamos a assistir a uma diversificação da procura por moeda estrangeira, com algumas divisas asiáticas e de outros destinos fora da Europa a ganharem dinamismo. É um indicador interessante da evolução dos destinos escolhidos pelos portugueses”, afirma o administrador Paulo Jerónimo.
A Unicâmbio, que disponibiliza mais de 56 moedas, observa também que a compra é feita com maior antecedência, com os clientes a recorrerem à reserva através do site e da aplicação Unimoney e a escolherem o balcão de levantamento.
Apesar de a procura continuar concentrada nos períodos de férias, sobretudo verão, Páscoa e Natal, a empresa identifica um aumento nos meses de inverno, associado ao baht tailandês e à coroa islandesa.
A Unicâmbio sublinha ainda a relevância do dinheiro físico em viagem, em destinos onde o numerário é muito utilizado, e perante imprevistos como o apagão de abril de 2025.
Segundo o Barómetro Europeu sobre a Necessidade de Preservar o Numerário, da GAD3, citado pela empresa, 70% dos portugueses afirmaram atribuir maior importância ao numerário depois do apagão e 97% defendem que deve continuar garantida a possibilidade de pagar em dinheiro.
“O importante é não depender de uma única forma de pagamento”, afirma Paulo Jerónimo.
A Unicâmbio permite reservar moeda e levantá-la em mais de 80 balcões, incluindo nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Ponta Delgada, e trocar no regresso a moeda não utilizada.
Fundada em 1992, a Unicâmbio é uma instituição de pagamento registada e supervisionada pelo Banco de Portugal.
A Unicâmbio, no comunicado, não quantifica o aumento da procura nem indica o período de comparação.
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