Porto Seco da Guarda inaugurado com investimento de quatro milhões de euros
O Porto Seco da Guarda foi inaugurado, esta sexta-feira, 23 de outubro, numa cerimónia que contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, do presidente da APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, João Pedro Neves, e do presidente da CCDR Centro, José Ribau Esteves.
Representando um investimento de quatro milhões de euros, a nova infraestrutura pretende alargar a área de influência do Porto de Leixões ao interior do território nacional, reforçando a capacidade logística da região Centro e a ligação aos mercados ibérico e europeu.
Integrado na estratégia Portos 5+, o Porto Seco da Guarda permitirá transferir para o interior algumas operações tradicionalmente concentradas no espaço portuário de Leixões, cuja expansão está condicionada pela malha urbana dos concelhos de Matosinhos, Porto e Maia.
A infraestrutura dispõe de cerca de 30 mil metros quadrados de área pavimentada, uma capacidade prevista para movimentar 47.040 TEU por ano e linhas ferroviárias preparadas para receber comboios de mercadorias até 750 metros de comprimento.
A aposta na intermodalidade entre a rodovia e a ferrovia constitui um dos pilares do projeto, alinhado com os objetivos nacionais de reforço do transporte ferroviário de mercadorias e com as metas internacionais de descarbonização.
A localização da Guarda permite fortalecer o eixo logístico em direção a Vilar Formoso e Espanha, facilitando a ligação à Europa e reforçando a integração no Corredor Atlântico.
Com esta infraestrutura, a cidade passa a assumir funções de concentração e distribuição de mercadorias associadas ao Porto de Leixões, contribuindo para aumentar a capacidade de captação de carga ferroviária e descongestionar as operações realizadas no espaço portuário.
Na cerimónia de inauguração, Miguel Pinto Luz destacou a importância estratégica do projeto para a expansão da atividade portuária e para a coesão territorial.
«Estamos na Guarda, mas em território do Porto de Leixões. Um porto competitivo não termina no cais, prolonga-se pelo território», afirmou o ministro das Infraestruturas e Habitação.
Segundo Miguel Pinto Luz, o alargamento do hinterland logístico de Leixões através da Guarda constitui uma resposta às limitações geográficas que condicionam a expansão local do porto, permitindo reforçar a sua competitividade e, simultaneamente, contribuir para uma maior coesão territorial.
O Porto Seco da Guarda surge, assim, como uma aposta no reforço da capacidade logística nacional, aproximando o interior dos principais corredores de transporte de mercadorias e consolidando a ligação entre os portos portugueses e os mercados europeus.
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