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André Ventura manifesta disponibilidade para ser ouvido na comissão de inquérito à PJ

André Ventura manifesta disponibilidade para ser ouvido na comissão de inquérito à PJ

O presidente do Chega, André Ventura, manifestou-se, este sábado, 24, disponível para ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito que avalia os mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária (PJ), na sequência de um pedido apresentado por, pelo menos, um dos partidos com representação na comissão.
Os partidos, incluindo o Chega, apresentaram, na sexta-feira, as suas intenções relativamente à realização de audições e à solicitação de documentos no âmbito dos trabalhos da comissão.
Em reação a esta possibilidade, o líder do Chega afirmou estar “absolutamente disponível” para prestar declarações e ser inquirido, caso essa seja também a vontade dos restantes partidos.
Para o Chega “a verdade e a responsabilidade não podem depender de privilégios nem de cargos”. O partido defende igualmente que os deputados e os líderes partidários devem estar sujeitos às mesmas exigências de escrutínio aplicáveis aos restantes titulares de cargos públicos.
Contudo, a eventual audição levanta uma questão relacionada com o funcionamento da comissão, uma vez que André Ventura acumula a presidência do CHEGA com a presidência da própria comissão de inquérito. Segundo o partido, o exercício simultâneo das funções de presidente da comissão e de inquirido não é compatível.
Perante este cenário, André Ventura deverá avaliar, em conjunto com os restantes coordenadores partidários, a melhor forma de assegurar o normal funcionamento dos trabalhos.
O Chega disse ainda que “é fundamental que esta Comissão de Inquérito decorra com total isenção, transparência e sem medo de nenhuma linha de investigação”

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