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Ambulâncias param Ponte 25 de Abril contra atrasos do SNS e exclusão de apoios aos combustíveis

Ambulâncias param Ponte 25 de Abril contra atrasos do SNS e exclusão de apoios aos combustíveis

As empresas privadas de transporte de doentes de várias regiões do país anunciam para a próxima segunda-feira, 26 de outubro, uma marcha lenta com cerca de 100 ambulâncias e outros veículos.
 O protesto é organizada pela Liga Portuguesa de Ambulâncias (LPA) contra “a asfixia financeira do setor, motivada pelos preços impostos pelo Estado, atrasos crónicos nos pagamentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e exclusão destas empresas dos apoios públicos aos combustíveis”.
 A concentração dos veículos está marcada para as 7h00 na Rotunda do Centro Sul, em Almada, estando o início do desfile automóvel previsto para as 8h00.
 O protesto promete provocar fortes constrangimentos no trânsito nos acessos à capital, uma vez que a caravana de ambulâncias irá efetuar a travessia da Ponte 25 de Abril em direção a Lisboa durante a hora de ponta matinal.
 O trajeto delineado pela organização prevê a passagem por vários pontos políticos e institucionais estratégicos da cidade:

Rotunda do Centro Sul (Almada) – Ponto de concentração.
Ponte 25 de Abril – Travessia rumo a Lisboa.
Parque Eduardo VII – Ponto de convergência das viaturas participantes.
Ministério da Saúde.
Ministério das Infraestruturas e Habitação.
Assembleia da República – Onde pretendem sensibilizar os grupos parlamentares.
Residência Oficial do Primeiro-Ministro – Ponto final da marcha, onde será formalmente entregue um memorando com as principais reivindicações e propostas urgentes da associação.

A Liga Portuguesa de Ambulâncias explica, em comunicado, que o objetivo do protesto não é prejudicar os utentes, mas alertar para o risco iminente de colapso de um serviço que assegura diariamente a deslocação de milhares de cidadãos para consultas, exames e tratamentos vitais como hemodiálise, quimioterapia e radioterapia.
“As empresas estão a chegar ao limite. Não é aceitável que o Estado exija a prestação de um serviço essencial, imponha os preços, atrase os pagamentos e continue a discriminar quem diariamente assegura o transporte de milhares de doentes”, afirma a direção da Liga.
 A organização apela à compreensão e paciência de todos os automobilistas face aos previsíveis bloqueios nas vias públicas, assegurando que a manifestação decorrerá de forma pacífica, em articulação com as autoridades competentes e garantindo sempre a prioridade e livre circulação de quaisquer veículos em missão de emergência médica.

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