“Ninho da Águia” de Hitler fica praticamente destruído após incêndio na Baviera
O edifício, conhecido como “Ninho da Águia”, encontra-se no Obersalzberg, perto de Berchtesgaden, a 1.834 metros de altitude. O fogo começou na noite de sexta-feira e mobilizou cerca de 200 bombeiros, além de equipas da polícia, Cruz Vermelha e resgate de montanha.
As condições meteorológicas complicaram o combate às chamas. O vento e a chuva deram lugar à neve, enquanto a altitude dificultou o acesso das equipas de emergência. De acordo com a imprensa alemã, o incêndio voltou a reacender-se durante a madrugada de domingo, obrigando os bombeiros a regressar ao local.
O homem detido foi encontrado pela polícia nas imediações enquanto circulava de mota. Segundo a Reuters, os investigadores suspeitam que possa estar relacionado com o incêndio. Um exame psiquiátrico preliminar terá entretanto apontado para uma doença mental, tendo sido determinada a sua colocação provisória numa instituição psiquiátrica, de acordo com a televisão pública alemã ZDF.
As autoridades continuam a tentar esclarecer as circunstâncias e a eventual motivação do incêndio. Não são conhecidos outros suspeitos.
Um edifício associado ao regime nazi
O Kehlsteinhaus foi construído pelo regime nazi entre 1937 e 1938 e inaugurado em 1939, por ocasião do 50.º aniversário de Hitler. Apesar de ter ficado conhecido como um dos seus retiros de montanha, o edifício era sobretudo utilizado para receber convidados e realizar encontros.
A verdadeira residência de Hitler na região era o Berghof, situado nas proximidades. O Kehlsteinhaus sobreviveu à Segunda Guerra Mundial e, desde 1952, funciona como restaurante e atração turística.
O local tornou-se também um espaço de memória sobre o nazismo. Segundo a Reuters, o edifício era um dos poucos monumentos do período nazi que permaneciam praticamente intactos.
O ministro do Interior da Baviera, Joachim Herrmann, defendeu entretanto a reconstrução do edifício, considerando que a sua preservação é importante para a memória histórica da Alemanha.
Não há registo de vítimas na sequência do incêndio.
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