CIP confirma abrandamento da economia portuguesa e receia estagnação na convergência com a UE
Na atualização dos indicadores feita pelo Barómetro na edição de janeiro de 2026, no último trimestre de 2025 a economia terá desacelerado ligeiramente em cadeia, de 0,8% para 0,7%, o que corresponde, em termos homólogos, a um crescimento de 1,9% – o mesmo valor do cômputo de 2025.
Segundo a análise da CIP e do ISEG, o abrandamento no final do ano resultou da moderação do contributo da procura interna. Apesar desta moderação, o consumo privado deverá ter mantido a dinâmica recente, sustentada no desempenho muito positivo do mercado de trabalho, em custos de financiamento moderados e no impacto das medidas orçamentais no rendimento disponível das famílias.
O Barómetro CIP/ISEG admite também um reforço do crescimento do investimento, beneficiando da execução do PRR, que entrou em 2026 na sua reta final. O contributo da procura externa líquida terá estabilizado, refletindo um menor crescimento, quer das importações, quer das exportações.
Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, indica, em comunicado que o crescimento de 1,9% em 2025 vem confirmar que “o desempenho da economia portuguesa está a enfraquecer para um ritmo inferior ao dos anos anteriores à pandemia,correndo o risco de estagnar o processo de convergência com a União Europeia que estava a ser alcançado nos últimos anos”. Alves Rocha sublinha que, “para relançar de forma sustentada a atividade económica, é preciso alterar o padrão de crescimento, com um maior contributo do investimento e das exportações e uma dependência menor do crescimento do consumo”.
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