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F1: Piastri admite que Monza afetou a sua performance

F1: Piastri admite que Monza afetou a sua performance

Oscar Piastri reconheceu que o episódio das ordens de equipa da McLaren no Grande Prémio de Itália teve influência no seu rendimento nas corridas seguintes, em particular no atribulado fim de semana do Azerbaijão. O australiano admitiu que a decisão da equipa em Monza, que o obrigou a devolver a segunda posição a Lando Norris após um pitstop mais lento, o deixou perturbado e contribuiu para o início de um período de resultados negativos que comprometeu a sua luta pelo título mundial de 2025.
Em Monza, Piastri mostrou desagrado quando recebeu a ordem para ceder posição a Norris, chegando a afirmar pelo rádio que “um pitstop lento faz parte da corrida”. A tensão gerada nessa altura pareceu prolongar-se até Baku, onde o piloto viveu o que considerou um dos piores fins de semana da sua carreira: um acidente na qualificação, outro na primeira volta da corrida.

Em entrevista ao podcast Beyond the Grid, Piastri admitiu que os acontecimentos de Itália continuaram a pesar-lhe na mente. O australiano explicou que vários fatores — entre os quais um problema de motor e a dificuldade em lidar com os pneus C6 — contribuíram para o descalabro no Azerbaijão, agravado por uma tentativa excessiva de recuperar confiança. Apesar de evitar culpar a equipa, reconheceu que estava “a forçar demasiado” e que o resultado foi o reflexo de um estado emocional fragilizado.
A partir desse momento, o seu desempenho entrou em declínio: desde a vitória no Grande Prémio dos Países Baixos, em agosto, Piastri não voltou a vencer. O piloto, que liderava o campeonato com 44 pontos de vantagem sobre Norris e 104 sobre Verstappen, chega agora às últimas três provas com 24 pontos de desvantagem para o companheiro de equipa e apenas 25 de margem sobre o campeão neerlandês.
“Foi o pior fim de semana da minha carreira”
“Foi o pior fim de semana da minha carreira, sem dúvida”, começou por afirmar Piastri. “Mas, curiosamente, também foi um dos mais úteis. Percebi que estava a tentar compensar demasiado. Depois de Monza, queria mostrar que ainda conseguia impor-me, e acabei por exagerar. Quando entras nesse ciclo, é difícil sair.”
O piloto australiano reconheceu que o episódio das ordens de equipa teve impacto no seu estado de espírito: “Em Monza senti que tinha feito tudo certo e, de repente, pedem-me para devolver a posição. Não foi fácil de aceitar. Passei muito tempo a pensar nisso e, em Baku, estava com a cabeça no sítio errado. Quis forçar para mostrar o meu valor e isso só piorou as coisas.”

“Estava a forçar demais”
Sobre os problemas técnicos e a condução arriscada em Baku, Piastri acrescentou: “Na sexta-feira tivemos um problema no motor, o que complicou o arranque do fim de semana. Depois, não estava satisfeito com a forma como estava a conduzir. O carro não estava a responder bem, os pneus eram difíceis de gerir, e eu estava a forçar demais. É nesses momentos que se cometem erros.”
Apesar das dificuldades, o australiano mostrou-se determinado em recuperar o rumo: “Aprendi muito com esse fim de semana. Percebi que não posso deixar que um episódio como o de Monza me distraia do essencial — conduzir o mais rápido possível. Sei do que sou capaz, e quero provar isso nas últimas corridas. Ainda há muito por lutar.”
E concluiu com uma nota de autocrítica: “Quando se está a lutar pelo título, cada detalhe conta. Talvez tenha deixado o lado emocional levar a melhor. Mas a lição está aprendida — e agora quero transformar tudo isso em força”.
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