Inovação e Sustentabilidade: os eixos para o desenvolvimento tecnológico em 2026
Quais são, hoje, as grandes tendências tecnológicas e o que poderá mudar em 2026?
Vivemos um momento de grande aceleração tecnológica, marcado por alguma incerteza quanto ao impacto futuro em toda a linha. O grande destaque de 2025 é a ascensão da Inteligência Artificial (IA) a toda a escala, seja na vertente pessoal, empresarial ou pública, ou numa abordagem híbrida que cruza estes domínios. No entanto, a concretização deste potencial só é possível graças à evolução de outras tecnologias, como infraestruturas, conectividade, plataformas de dados, algoritmos cada vez mais avançados e uma forte aposta na cibersegurança.
Em 2026, antecipo que estas tendências vão convergir para soluções ainda mais integradas, potenciando resultados tangíveis e ampliando o impacto tanto na resiliência organizacional como pessoal. A capacidade de adaptação, inovação e sustentabilidade será determinante para transformar tecnologia em valor real para as pessoas, empresas e sociedade.
Como é que estas tendências ou soluções tecnológicas já estão a redefinir processos nas organizações?
Na Claranet Portugal, estas tendências já fazem parte do dia a dia e têm impacto direto nos nossos processos e no serviço que prestamos. Destaco três casos concretos. Em Workplace, implementámos agentes inteligentes no Service Desk, que analisam e encaminham automaticamente pedidos multicanal, resolvendo incidentes de forma autónoma e reduzindo significativamente os tempos de resposta, o que se traduz numa maior satisfação dos utilizadores. Em Cibersegurança, o nosso SOC utiliza IA há mais de um ano e meio para analisar e correlacionar alarmes, identificar padrões e responder proativamente, o que aumentou em mais de 50% a eficácia no cumprimento dos SLAs e reforçou a proteção dos clientes. Por fim, a evolução da Claranet Cloud Platform, equipada com uma AI Factory e GPUs NVIDIA, permite treinar algoritmos de desenvolvimento de código e integrar diretamente com o Github, tornando os projetos de software mais eficientes e acelerando a entrega de valor ao negócio. Estes exemplos mostram como aplicamos, de forma prática, as tendências tecnológicas para transformar processos e melhorar resultados.
Como a Claranet Portugal ajuda os seus clientes a integrarem soluções de IA (Generativa, Agentic)?
Desde cedo definimos uma estrutura assente em “Business Units” de mercado e “Practices” tecnológicas, o que nos permite conhecer em profundidade tanto os requisitos de negócio como os aspetos técnicos dos nossos clientes. Esta visão, aliada a parcerias sólidas e a processos de inovação que promovem a experimentação, é um verdadeiro motor de aprendizagem e aceleração de conhecimento. Assim, conseguimos testar novas abordagens, ganhar experiência prática e transferir rapidamente esse know-how para os projetos dos clientes. Acreditamos que ter um portefólio que abrange desde a camada de Workplace até à de Security, passando por Cloud & Infra, Applications e Data & AI, nos dá o conhecimento necessário para integrar, de forma eficiente e robusta, soluções tecnológicas de última geração. Contamos com mais de 1000 profissionais altamente especializados e certificados. O nosso maior bem.
Quais são os riscos cibernéticos principais na incorporação destas tecnologias?
As arquiteturas associadas à Inteligência Artificial e o maior nível de integração necessário para tirar partido destas tecnologias aumentam significativamente a complexidade dos ecossistemas tecnológicos e trazem muita novidade para as organizações. Só este cenário já representa uma ameaça, pois muitas vezes não existe domínio total sobre todas as infraestruturas, sistemas e aplicações envolvidos. Além disso, a própria IA e a enorme capacidade de processamento disponível hoje podem ser usadas para lançar ataques mais rápidos, sofisticados e difíceis de detetar. Por isso, é fundamental que as organizações adotem uma abordagem de cibersegurança “by design” e holística, garantindo que a inovação tecnológica é acompanhada por uma revisão e redefinição constante dos padrões de segurança e governance.
Como a Claranet Portugal está – ou procura vir a estar – a antecipar essas tendências no desenvolvimento das suas soluções?
Para além da estratégia operacional e de negócio, temos dois eixos de aposta que nos permitem projetar a Claranet Portugal nos Horizontes 2 e 3: a Inovação e a Sustentabilidade. Desenvolvemos iniciativas internas, com parceiros e com clientes, que nos permitem testar soluções e, independentemente do grau de sucesso, garantir um elevado nível de aprendizagem. Um bom exemplo são os MVPs, que caminham já para a sua quinta edição e têm sido um dos grandes motores da experimentação, resultando em soluções diferenciadoras no nosso portefólio. Esta abordagem permite-nos antecipar tendências, acelerar o desenvolvimento de competências e transferir rapidamente conhecimento para o mercado, preparando os nossos clientes para os desafios do futuro.
Como comenta a Inovação enquanto agente de desenvolvimento e competitividade das empresas?
Acreditamos que a Inovação e a Sustentabilidade, em conjunto com a Tecnologia, são eixos fundamentais para um Portugal mais competitivo, desenvolvido e justo. Por isso, a Claranet Portugal esteve na génese e está envolvida desde o primeiro dia no Prémio Nacional de Inovação, promovendo e reconhecendo quem inova – seja em tecnologia, processos, cultura ou visão. Para nós, a Inovação é um dos verdadeiros motores do desenvolvimento e da competitividade, permitindo criar e antecipar tendências, bem como responder aos desafios do mercado com soluções diferenciadoras e responsáveis. Procuramos criar valor sustentável, promovendo uma abordagem que alia tecnologia e talento a um compromisso sólido com o futuro.
Este artigo foi produzido em parceria com a Claranet Portugal.
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