Trubin: “Eu diria que 9 em cada 10 portugueses são adeptos do Benfica”
Anatoly Trubin concedeu uma entrevista ao ao podcast ‘On The Continent’, no qual salientou o período de adaptação a Portugal, país onde vive há quase três anos na sequência da sua transferência para o Benfica no verão de 2023 oriundo do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.
O guarda-redes das águias admitiu que o facto de jogar com companheiros brasileiros no anterior clube não facilitou-lhe a comunicação nos encarnados.
“Na verdade, no Shakhtar aprendi apenas palavrões com os brasileiros. Por isso, para ser sincero, isso foi difícil para mim pois sou daquelas pessoas que precisam de tempo para se ambientar e sentir-se confortável com todos. Depois torna-se mais fácil, mas mesmo assim à minha volta agora estão pessoas incríveis. Quando cheguei, todos diziam ‘se precisares de alguma coisa, se precisares de ajuda é só dizer, vamos ajudar em tudo'”, começou por dizer Anatoly Trubin, elogiando o povo português.
“As pessoas na cidade são muito simpáticas, parece-me que os portugueses são muito abertos e acolhedores com todos. Por isso, no geral foi tudo bom. É claro que agora a adaptação é mais simples do que no início. Quando entendo melhor a língua e a cultura, sinto as pessoas e é-me muito mais fácil”, referiu.
Sobre o Benfica, o guardião mostrou-se surpreendido com a grandeza da instituição que representa: “Eu diria que 9 em cada 10 portugueses são adeptos do Benfica. A pressão aqui é muito mais forte. Como a base de adeptos é significativamente maior, isso sente-se muito no estádio. Mesmo que não joguemos muito bem, as bancadas podem pressionar a equipa. Na Ucrânia é mais fácil lidar com isso pois a base de adeptos não é assim tão grande. Nos jogos fora às vezes tens a sensação de que jogas em casa. Acontece que nos estádios há cerca de 70 por cento de adeptos do Benfica e apenas 30 por cento dos da equipa da casa. Por isso, às vezes parece que jogamos quase sempre em casa”.
Na presente temporada, Anatoly Trubin ganhou a companhia de mais um compatriota no balneário encarnado, caso do médio Sudakov, também proveniente do Shakhtar Donetsk, a título de empréstimo, com cláusula de compra obrigatória no final da presente temporada, por uma verba a rondar os 30 milhões de euros, tornando-se assim na contratação mais cara do Benfica.
“A situação dele é mais fácil do que foi a minha porque posso ajudá-lo quase em tudo”, assumiu Anatoly Trubin, o guarda-redes que conseguiu a marca de somar o maior número de jogos sem sofrer golos durante o ano de 2025, contabilizando compromissos pelo clube e respetiva seleção. Manteve a baliza a zero em 26 dos 61 jogos disputados. Refira-se que Lukas Hornicek (Sp.. Braga/Rep. Checa) e Diogo Costa (FC Porto/Portugal) também surgem no top10, tendo ambos 22 desafios sem sofrer golos.
Trubin abre o livro sobre Sudakov: “O Benfica parecia impossível…”
Anatoliy Trubin assume que nunca pensou que Georgiy Sudakov assinasse pelo Benfica, especialmente, depois dos “rumores” que diziam que “o Napoli teria oferecido 40 milhões de euros, e o Shakthar Donetsk recusara”.
Carlos Pereira Fernandes | 06:48 – 31/12/2025
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