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Saldos de janeiro: 83% dos portugueses não quer gastar mais de 200 euros

Saldos de janeiro: 83% dos portugueses não quer gastar mais de 200 euros

Janeiro chega sempre com duas certezas: o frio e os saldos. E, os portugueses não lhes resistem e já têm, inclusive, o orçamento mais ou menos definido. Segundo um estudo da Webloyalty, empresa líder na geração de receitas adicionais para eCommerce através de uma solução de Retail Media, 83% dos consumidores portugueses prevê gastar até 200 euros durante os saldos, numa tentativa clara de equilibrar a vontade de comprar com a necessidade de poupar (ou, pelo menos, de não exagerar).
Os saldos são uma das datas mais aguardadas do calendário comercial, ideais para finalmente comprar aquele casaco que estava “em observação” há várias semanas — agora, claro, a um preço mais convidativo. Até porque a complexa situação económica que geralmente acompanha o início do ano, com o aumento do preço de muitos produtos e serviços, faz com que a maioria das pessoas aproveite o período de descontos para comprar de forma mais ponderada e procurando oportunidades.
Comprar online: o desporto favorito dos saldos
Se antes era preciso enfrentar filas e lojas cheias, hoje basta um sofá, um telemóvel e algum autocontrolo. O estudo revela que 49% dos portugueses compra mais online durante os saldos e que 7 em cada 10 já fizeram compras online nos últimos períodos de desconto. Aliás, o estudo é mais preciso: “71% dos portugueses comprou online nos últimos saldos.”
As razões são conhecidas: comparar preços sem sair de casa, conveniência e promoções. Tudo muito prático — e perigoso para quem se entusiasma com um “só mais este artigo”.
Até 200 euros… ou um bocadinho mais
Quanto aos gastos, a maioria tenta manter os pés bem assentes no chão. 72% dos consumidores dizem que vão gastar o mesmo ou mais do que nos saldos anteriores, mas dentro de limites controlados: 83% não quer ultrapassar os 200 euros. Já os restantes 17% admitem que podem ir além desse valor — provavelmente depois de ver “aquele desconto imperdível”.
Moda, beleza e tecnologia: os clássicos de sempre
Quanto às compras, não há grandes surpresas. Moda e acessórios lideram claramente as preferências, com 78% dos consumidores a incluírem estas categorias na lista de compras. Seguem-se perfumaria e beleza (38%), tecnologia (25%) e ainda videojogos e brinquedos (13%) — porque nunca somos demasiado crescidos para um bom desconto.
Quem compra mais nos saldos online?
O perfil do comprador online durante os saldos é bastante claro: mulheres (53%), maioritariamente entre os 31 e os 45 anos. Logo a seguir surgem os consumidores entre os 46 e os 60 anos, provando que comprar online já não é só coisa de gerações mais novas.
Geograficamente, Lisboa, Porto, Aveiro e Braga destacam-se como as zonas onde se compra mais durante este período.
Poupar é a palavra de ordem mesmo quando se compra
Segundo Eduardo Esparza, VP General Manager da Webloyalty Ibéria & LATAM, a atual incerteza económica leva os consumidores a serem mais estratégicos: “Os períodos de saldos são vistos como uma oportunidade para conseguir melhores negócios, tanto em produtos como em experiências. Ao mesmo tempo, permitem às empresas começar o ano com maior dinamismo, ainda que com margens mais ajustadas.”
O responsável sublinha ainda que o comércio eletrónico continuará a crescer em Portugal, impulsionado por soluções que oferecem vantagens adicionais aos consumidores, como plataformas de cashback. Um exemplo é a Compra e Poupa, que permite obter poupanças adicionais mínimas de 10% em mais de 200 lojas aderentes — porque, em janeiro, toda a ajuda à carteira é bem-vinda.
Os portugueses entram nos saldos de janeiro com uma calculadora numa mão e um rato na outra. Mas gastam com moderação. Até porque fevereiro apesar de ter menos dias também chega — e as contas e as despesas fixas não entram em saldo.

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